Jogada10
·06 de fevereiro de 2026
Proposta da CBF a árbitros tem regra contra bets

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O programa de profissionalização da arbitragem da CBF, envolvendo 72 árbitros, assistentes e profissionais de VAR, passa a valer oficialmente no dia 1º de março. Todos, aliás, aceitaram os termos e assinarão contratos com vigência entre março e dezembro. Uma das principais exigências, inclusive, é a apresentação do Certificado de Exclusão do CPF de sites de apostas, considerado ponto central do pacote de integridade da entidade.
De acordo com informações do “ge” desta sexta-feira (6/2), a proposta detalhada do programa “Árbitros PRO” prevê remuneração fixa mensal, taxas por jogo, benefícios e bônus por performance, com valores que variam de acordo com a função exercida e o nível do árbitro no quadro nacional ou internacional.

Veja mais detalhes da proposta da CBF no programa de profissionalização dos árbitros – Foto: Cesar Greco/Palmeiras
Os salários fixos mensais variam entre R$ 10 mil e R$ 22 mil, enquanto as taxas por partida vão de R$ 2,5 mil a R$ 5,5 mil. Árbitros centrais da Fifa aparecem no topo da tabela, seguidos por árbitros CBF, assistentes e profissionais de VAR. O pacote inclui ainda auxílio saúde de até R$ 500, mediante comprovação, além de plano de saúde e odontológico com cobertura nacional para os profissionais e seus dependentes.
O contrato estabelece cláusulas rigorosas de confidencialidade, válidas durante o período contratual e por até dez anos após o encerramento. Há, inclusive, multa equivalente a dez vezes a remuneração fixa mensal em caso de violação. Também está prevista a proibição absoluta de envolvimento com apostas esportivas, estendida a sócios e parentes de primeiro grau. Para isso, os participantes devem gerar e apresentar o certificado oficial de exclusão do CPF no sistema do Ministério da Fazenda.
O vínculo será firmado por meio de prestação de serviços como Pessoa Jurídica, sem caracterização de vínculo empregatício. A CBF aponta autonomia técnica, previsibilidade contratual e critérios objetivos de avaliação como contrapartidas. O objetivo, dessa forma, é reduzir a informalidade e melhorar o padrão da arbitragem brasileira.
Os árbitros estarão sujeitos a avaliações físicas e técnicas periódicas, além de treinamentos regulares e suporte psicológico, nutricional e fisioterápico. A recusa de escalas é permitida, mas o contrato reforça a expectativa de priorização das designações da CBF. A rescisão imediata pode ocorrer em casos de conduta antiética, quebra de imparcialidade, baixo desempenho recorrente ou reprovação em testes físicos consecutivos, salvo exceções avaliadas pela entidade.
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