Papo na Colina
·23 de janeiro de 2026
Queda de rendimento de laterais liga alerta e Vasco monitora mercado europeu para reforçar defesa

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·23 de janeiro de 2026

O desempenho abaixo da crítica dos laterais titulares no clássico contra o Flamengo foi a gota d’água para a diretoria do Vasco da Gama ligar o sinal de alerta máximo em relação ao sistema defensivo. As atuações inseguras de Paulo Henrique e a pouca produtividade ofensiva de Lucas Piton confirmaram uma tendência negativa que já vinha sendo observada pela comissão técnica desde a temporada passada, forçando o clube a reavaliar suas prioridades de mercado com urgência para não comprometer o início das competições nacionais.
A situação de Paulo Henrique é a que inspira cuidados mais imediatos sob o ponto de vista técnico. O jogador atravessa uma fase ruim desde o fim de 2025, acumulando falhas em momentos cruciais, como nas semifinais da Copa do Brasil e nas finais contra o Corinthians. Essa inconsistência fez com que a diretoria, mesmo após renovar com Puma Rodríguez, mantivesse o radar ligado no mercado internacional em busca de peças que possam elevar o nível da disputa pela posição.
Nesse cenário de busca por qualificação, o departamento de scout vascaíno chegou a analisar nomes que atuam na Europa antes de decidir pela manutenção do uruguaio. O português Dinis Pinto, destaque do Moreirense, e o cabo-verdiano Wagner Pina, que atua no futebol turco, foram nomes avaliados detalhadamente. A ideia do clube é não ficar refém de oscilações e garantir que Fernando Diniz tenha opções confiáveis que ofereçam tanto segurança na marcação quanto apoio ao ataque.

Dinis Pinto é especulado no Vasco – Foto: Francisco Sebe
Na lateral-esquerda, o problema ganha contornos financeiros e de planejamento de elenco. Com a venda da promessa Leandrinho e a falta de espaço de Victor Luís, que não agradou, Lucas Piton ficou sobrecarregado e também apresentou queda de rendimento. Para piorar, o jogador é alvo constante do futebol europeu. Recentemente, o Vasco recusou uma oferta de 4 milhões de euros (cerca de R$ 24 milhões) do Besiktas, da Turquia, por considerar o valor baixo, mas a diretoria não fecha as portas para uma venda caso uma nova proposta atinja cifras mais elevadas.
Diante desse risco real de perder o titular e da necessidade técnica de uma sombra, o nome de Cuiabano se tornou a prioridade absoluta nos bastidores. O planejamento traçado por Admar Lopes e Pedrinho é claro: se Piton for negociado, o Vasco precisará ir ao mercado para contratar não apenas um, mas dois laterais-esquerdos de nível titular, garantindo que a equipe não sofra com improvisações em um ano de calendário cheio e exigente.

Cuiabano é um desejo do clube – Foto: Divulgação
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