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·01 de abril de 2026
Reunião entre Bap e prefeito do Rio define futuro do estádio do Flamengo

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A diretoria do Flamengo segue trabalhando intensamente nos bastidores políticos e financeiros para viabilizar o grande sonho da torcida rubro-negra: a construção do seu estádio próprio. Nesta terça-feira, o presidente do clube, conhecido como Bap, recebeu na sede da Gávea o recém-eleito prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere.
Segundo as informações publicadas pelo jornalista Diogo Dantas, o encontro de alto nível teve como principal objetivo aparar as arestas institucionais e encerrar de uma vez por todas as especulações recentes sobre a situação legal do cobiçado terreno do Gasômetro, localizado na região central da capital fluminense.
Nos corredores da Gávea, o departamento jurídico e a alta cúpula do clube carioca consideram que o imbróglio envolvendo a área está totalmente superado e resolvido.
O Flamengo já possui a posse definitiva do espaço no Centro do Rio de Janeiro, assegurando que não existe mais nenhum tipo de impedimento legal ou burocrático grave que possa travar o avanço do projeto do estádio.
Apesar dessa enorme segurança jurídica, a reunião presencial com o chefe do executivo municipal foi fundamental para debater o cronograma físico da obra.
Durante as conversas, a diretoria rubro-negra firmou um alinhamento estratégico com a Prefeitura para conseguir o alongamento dos prazos estipulados inicialmente e flexibilizar algumas exigências relacionadas ao impacto da construção.
Com esse novo cenário de prazos estendidos, não há mais uma data definida oficialmente para a inauguração e a conclusão completa da arena, embora a avaliação interna dos dirigentes seja de que, mantendo o ritmo atual de planejamento, a tão aguardada entrega não deverá ocorrer antes do ano de 2035.
O grande motivo para a adoção dessa postura consideravelmente mais cautelosa em relação aos prazos da gigantesca obra envolve diretamente o atual cenário macroeconômico do país.
O presidente do Flamengo deixou claro que não pretende comprometer a saúde financeira da instituição e a atual competitividade do departamento de futebol para acelerar a construção de forma irresponsável.
"Nós temos o terreno, mas não vamos fazer um estádio com taxa de juros como está hoje. O estádio custa R$ 3 bilhões. Com a taxa a 15%, são R$ 450 milhões. Dividido por seis, são 80 milhões de euros. São dois Paquetás por ano de juros! Fazer um estádio para o Flamengo nestas condições é um suicídio esportivo", detalhou de forma contundente o mandatário rubro-negro durante uma participação no podcast oficial do clube.
Além dos mandatários máximos do clube e do município, o importante encontro institucional para debater o futuro da região do Gasômetro também contou com a presença de outras figuras políticas de peso, como o deputado federal Pedro Paulo, o deputado estadual Guilherme Schleder, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, e o procurador-geral do município, Daniel Bucar, evidenciando o tamanho da operação urbana que o projeto representa para o desenvolvimento da cidade.









































