Portal dos Dragões
·23 de setembro de 2026
Rodrigo Mora a torcer pelo FC Porto: “Sei que está a correr bem e que venha o bicampeonato”

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Rodrigo Mora, médio-ofensivo da Roma, revisitou em entrevista ao Canal 11 a saída do FC Porto e os primeiros passos em Itália. O jovem português falou da adaptação, do impacto de Dybala e do desejo de marcar no Olímpico, sem esconder a ligação aos dragões. À distância, continua a torcer pelo antigo clube e garantiu: “Vai ser sempre a minha casa.”
Depois de 19 anos a viver no Porto e dez a representar o FC Porto, Rodrigo Mora abraçou um novo desafio no mercado de verão. Soma cinco jogos e um golo pela Roma, mas a mudança de país e de cultura não apagou as raízes nem lhe travou a ambição.
A transição para Itália trouxe uma realidade diferente, assumidamente exigente, mas encarada com entusiasmo. Entre a memória do percurso no Porto e a descoberta de um novo contexto, Mora mostrou-se convicto de ter tomado o rumo certo.
“Foi uma mudança diferente. Foram 19 anos a viver no Porto e 10 a jogar no FC Porto. É uma cultura diferente.”, reconheceu. “Mas estou feliz pela mudança. Vai ser uma boa mudança.”
A adaptação surge, assim, como um processo ainda em construção, mas já acompanhado por uma certeza: o jovem médio-ofensivo está feliz com a escolha e olha em frente sem hesitações.
O primeiro golo ao serviço da Roma já chegou, embora falte cumprir um desejo muito particular. Mora quer marcar no Olímpico e sentir, dentro de campo, a força de um ambiente que o impressionou.
“Estreia a marcar pela Roma? Gosto muito de marcar golos. Poder marcar pela Roma foi algo bonito, mas ainda quero marcar no Olímpico. É especial e estou à espera de marcar um golo no Olímpico.”, afirmou. “Estou feliz pelo meu percurso até agora. O ambiente no Olímpico é algo muito especial e bonito e dá-te muita vontade de jogar e marcar pela Roma.”
Mais do que uma meta estatística, o golo em casa aparece no discurso como um momento simbólico: a confirmação plena da nova etapa diante dos adeptos romanos.
Nesse processo de integração, Dybala assumiu um papel de relevo. Mora passou de observar à distância um jogador que admirava em criança para partilhar com ele treinos e jogos.
“É uma pessoa que vias em criança, agora poder jogar e treinar ao lado dele… ver as coisas que ele faz, que poucos fazem… É uma pessoa humilde e ajudou-me muito neste início na Roma.”, elogiou. “Gosto dele como jogador e pessoa. Sou grato por poder jogar ao lado dele.”
A admiração não se limita ao talento. O português destacou também a dimensão humana de Dybala e a ajuda recebida nos primeiros tempos em Roma.
Quando o olhar regressou ao FC Porto, o tom tornou-se mais emocional. Mora admitiu a dificuldade da despedida, lembrou que saiu como campeão e reafirmou que continuará a acompanhar os dragões a partir de Itália.
“As despedidas nunca são fáceis. Foi difícil. Foi muito tempo, foi a minha casa. Vai ser sempre a minha casa. Todos os ciclos se fecham, podem abrir-se mais tarde.”, confessou. “Saio de coração cheio, fui campeão pelo meu clube. Saio como campeão e vou continuar a ser mais um portista, agora a apoiar desde Itália. Desejo muita sorte. Sei que está a correr bem, que continue assim e venha o bicampeonato.”
A saída fechou um ciclo longo, mas não quebrou a ligação. Mora fala como quem partiu em busca de crescimento sem deixar para trás a identidade portista – e até admite que os caminhos possam voltar a cruzar-se.
A necessidade de um novo desafio pesou na decisão de rumar à Roma. A competitividade do futebol italiano e a vontade de evoluir sustentam agora objetivos imediatos, da realização de uma boa época à conquista de títulos.
“Sabia que precisava de um novo desafio na minha vida. Sou grato por todos estes anos, mas era aquilo que eu queria, um novo desafio numa liga competitiva como a italiana. Sonhos? O futebol muda tudo muito rápido. No presente, quero ter uma boa época na Roma. Estreei-me na Champions, era um passo importante.”, explicou. “Espero vencer títulos na Roma e jogar o melhor futebol possível. Estamos numa boa fase, mas é um campeonato muito competitivo. Estamos no caminho certo.”
O discurso mantém os pés no presente: Mora reconhece a exigência do campeonato e evita antecipar o futuro, concentrando-se na afirmação na Roma e na possibilidade de transformar a boa fase em conquistas.
Há ainda um objetivo maior no horizonte: regressar à Seleção A. Depois de duas convocatórias condicionadas por lesões, o médio-ofensivo acredita que a oportunidade acabará por surgir através do trabalho.
“É o sonho de toda a gente. Já fui convocado duas vezes, fiquei lesionado. Faz parte, temos o sonho.”, reconheceu. “Passo a passo e é continuar a trabalhar que vai surgir um dia.”
A receita é a mesma que atravessa toda a nova etapa: paciência, ambição e continuidade. Entre Roma, o Olímpico e a Seleção, Mora prefere avançar sem saltar degraus.















