Portal dos Dragões
·19 de setembro de 2026
Rodrigo Mora explica saída do FC Porto e revela conversa com Mourinho

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Rodrigo Mora, antigo jogador da formação do FC Porto e agora ao serviço da AS Roma, explicou os motivos que o levaram a abraçar a primeira experiência no estrangeiro, numa entrevista concedida à Sky Sports Itália. O jovem criativo falou da ambição que encontrou em Roma, da conversa com José Mourinho e da vontade de conquistar títulos, garantindo: “Foi um passo importante na minha vida”.
Na manhã deste sábado, Rodrigo Mora abriu o livro sobre o primeiro mês na capital italiana, onde já soma cinco jogos, dois deles como titular, e um golo pela equipa giallorossa. Na conversa, o português desenhou um retrato de adaptação rápida, exigência diária e uma ambição que não se limita ao impacto individual.
Questionado sobre a decisão de trocar o FC Porto pela AS Roma, Rodrigo Mora apontou para o peso histórico do clube e para as ideias de jogo como factores decisivos. A presença na Liga dos Campeões também entrou na equação de uma escolha que considera acertada.
“Acho que a AS Roma é um clube muito importante, com uma história e uma tradição que se sente assim que chegamos. A forma como joga convenceu-me a fazer esta escolha, um futebol com grande visão e ideias precisas, e depois a Liga dos Campeões.”, afirmou. “Foi um passo importante na minha vida e estou convencido de que o dei no momento certo”
Mais do que uma simples mudança de camisola, a ida para Roma surge, nas palavras do criativo, como uma aposta pensada para uma fase determinante do seu percurso. O entusiasmo pelo desafio europeu acompanha a confiança no momento escolhido.
Antes de tomar a decisão final, Rodrigo Mora falou com José Mourinho, treinador que já orientou a equipa da capital italiana. A conversa foi breve, mas deixou uma impressão forte no jovem português.
“[José Mourinho?] Falámos um pouco quando cheguei. Contou-me o quanto gosta deste clube, de Roma e como é especial a relação com a cidade. Não foi uma conversa longa, mas é um grande treinador e uma grande pessoa.”, revelou. “Estou muito grato pelas palavras que teve para mim. Fez-me sentir bem-vindo”
O contacto com Mourinho reforçou a dimensão particular que Rodrigo Mora atribui à ligação entre a Roma e a cidade. A recepção, nesse caso, foi também uma forma de confirmar que chegava a um contexto carregado de identidade.
Já dentro do balneário, o jovem destacou o papel de Dybala na sua integração. Rodrigo Mora não separou o talento do argentino da forma como o acolheu desde o primeiro dia.
“Dybala é um jogador que dispensa palavras: basta vê-lo para perceber. Em campo, sempre que toca na bola, pode-se esperar algo que poucos conseguem fazer: aquele passe que os outros nem sequer vêem, aquela jogada que muda o jogo.”, sublinhou. “Fora do campo, acolheu-me muito bem desde o primeiro dia, é uma pessoa muito humilde e prestável. Estou verdadeiramente grato pela forma como me ajudou a adaptar-me”
O elogio revela uma admiração sem reservas por um colega capaz de marcar diferenças em campo e de facilitar a chegada de quem inicia uma nova etapa. Para Rodrigo Mora, a adaptação passa tanto pelo relvado como pela disponibilidade encontrada fora dele.
O quotidiano de trabalho, porém, não vive apenas de acolhimento. Rodrigo Mora descreveu Gian Piero Gasperini como um treinador exigente, com impacto directo na evolução da equipa e no aperfeiçoamento dos seus movimentos ofensivos.
“É muito exigente e isso faz bem à equipa e aos jogadores. Empurra-te sempre para dar mais e para não te contentares.”, explicou. “Está a ajudar-me muito, sobretudo na parte ofensiva e nos movimentos que gosto de fazer. Todos os dias aprendo algo novo a trabalhar com ele”
Na leitura do português, a exigência funciona como motor e não como obstáculo. É nesse ambiente que procura crescer, com especial atenção aos detalhes que podem dar mais expressão ao seu jogo ofensivo.
O primeiro golo pela AS Roma ficou, naturalmente, entre os momentos mais marcantes deste arranque de percurso. Rodrigo Mora assumiu a emoção de se estrear a marcar pelo clube italiano.
“Foi um momento muito emocionante. Gosto de marcar e fazer o meu primeiro golo pela Roma foi importante”
Mas o criativo recusou fixar metas pessoais de golos, colocando o rendimento colectivo acima de qualquer contabilidade individual. O desejo passa por ajudar onde for necessário e transformar essa contribuição em conquistas.
“Sinceramente, não penso no número de golos que posso marcar, mas sobretudo em ajudar a equipa com golos, assistências ou com aquilo que for preciso. Essa é a coisa fundamental. Quero ganhar títulos.”, sintetizou. “É o objetivo mais importante que tenho, aquilo que me motiva todas as manhãs quando chego ao treino. Quero ganhá-los com a Roma, nesta cidade, com estes adeptos, e quero fazê-lo como protagonista, dando o meu contributo em campo”
O discurso fecha num registo de ambição clara: Rodrigo Mora quer afirmar-se, mas sempre ligado à procura de resultados colectivos. Em Roma, o primeiro golo já chegou; a meta, essa, está colocada muito mais à frente.















