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·25 de janeiro de 2026
Santoro detalha visão do Grupo City sobre Baiano e ausência no Nordestão

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·25 de janeiro de 2026

Em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN, o diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, abriu o jogo sobre as diretrizes que moldaram o calendário do clube para 2026, detalhando a visão do Grupo City sobre as competições regionais.
O dirigente fez sua avaliação sobre ausência do atual campeão na Copa do Nordeste na edição deste ano e como a visão estratégica do Grupo City prioriza a longevidade dos atletas e o desempenho na Série A, bem como a análise sobre a disputa do Baianão.
A decisão tomada pela CBF sobre clubes de torneios internacionais não disputarem regionais em 2026 é vista com lamentação sob o ponto de vista esportivo, por se tratar de um torneio que o clube gostaria de jogar.
Contudo, Santoro relembrou como o clube foi prejudicado ao não conseguir utilizar as janelas de descanso para o elenco em 2025 e que, em 2026, a ausência do Nordestão faz sentido levando em conta o calendário do Brasileirão e Libertadores entre março e abril.
“Em 2025, a gente foi penalizado, digamos assim, por estar em muitas competições. A gente não descansava na Data-FIFA, que é uma data importante para os atletas descansarem e se recuperarem de lesões, e a gente não descansava. A gente jogou dois jogos da final da Copa do Nordeste no meio da Data-FIFA, e isso, claro, aumenta o risco de lesão. É natural”.
Questionado sobre a ausência do Esquadrão na edição deste ano, o diretor reforçou que a prioridade nacional e internacional tornaria a participação inviável.
“Neste ano, será diferente do que foi ano passado, porque vai conflitar com a Série A. Não tenha dúvida de que a gente tem que priorizar a Série A. A partir do momento em que o calendário faz com que a Copa do Nordeste vá para março, e você já tem em março um Campeonato Brasileiro acontecendo, uma Pré-Libertadores e até uma fase de grupos ali em abril, eu acho que ela (Copa do Nordeste) passa a não fazer sentido“.

Raul Aguirre e Cadu Santoro (Foto: Divulgação / EC Bahia)
Santoro também comentou sobre a percepção da administração do Grupo City a respeito das competições estaduais no Brasil. Ele revelou que houve um choque cultural e logístico ao explicar as distâncias e as condições de deslocamento para jogos no interior da Bahia.
“O grupo entende que, do ponto de vista orçamentário, ele (Baianão) é deficitário. Você se desloca, tem que pegar um avião para jogar em Ilhéus, ou ir para Jacobina de ônibus. Explicar para eles lá fora que você tem viagem de ônibus de oito horas para jogar… Já teve jogo em que valia a pena voltar de ônibus, oito horas de deslocamento, do que pegar o avião no outro dia, em que você não ia dormir tão bem. Isso foi um aprendizado para eles”.
Mesmo com o foco total nos grandes torneios, o dirigente afirmou que não ignora a paixão da torcida e o peso dos clássicos. Entretanto, reiterou que o planejamento não pode ser pautado apenas pela emoção, sob o risco de comprometer o rendimento físico do grupo liderado por Rogério Ceni.
“A gente entende que, regionalmente, existe uma disputa com o nosso rival, é natural, e o torcedor quer ganhar do seu rival sempre, em qualquer lugar do Brasil. Mas a gente precisa tomar decisões inteligentes que não prejudiquem o ano ao longo disso. A gente gostaria muito de continuar jogando a Copa do Nordeste, mas, a partir do momento em que ela está em abril e conflita com torneios internacionais e com a Série A, eu acho que realmente não faz tanto sentido.”
Com a liderança absoluta no Baianão e o foco voltado para o clássico deste domingo (25), o Bahia segue a risca o plano traçado internamente com a alta probabilidade de um time mesclado entre titulares e reservas no Barradão.









































