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·29 de setembro de 2026
São Paulo chega a quatro meses de atraso de salário

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O São Paulo não pagou os direitos de imagem que venceram na última segunda-feira, 28 de setembro, e chegou a quatro meses de atraso com a maior parte do elenco.
O clube também não quitou a parcela de setembro do acordo firmado no início do ano para regularizar valores devidos aos jogadores referentes a 2025.
A situação aumenta a tensão no elenco e ocorre às vésperas da votação do contrato com a Ticketmaster, acordo que pode antecipar R$ 110 milhões aos cofres do Tricolor. Informações do ge.
O São Paulo não paga direitos de imagem desde junho.
Os meses pendentes são:
Em alguns casos específicos, o atraso chega a seis meses.
A maior parte do elenco, porém, está com quatro parcelas vencidas.
O novo atraso já era esperado pelos jogadores depois que o clube deixou de cumprir o cronograma de regularização definido no início do ano.
Além de não pagar o vencimento de setembro, o São Paulo não quitou a parcela prevista no acordo firmado com o elenco.
O compromisso havia sido feito para pagar os direitos de imagem atrasados de 2025.
A parcela de setembro era considerada parte importante do plano de recuperação da confiança dos atletas.
O descumprimento indica que o clube não conseguiu gerar caixa suficiente para honrar as obrigações correntes e as parcelas renegociadas.
Em setembro, o São Paulo também atrasou os salários registrados em carteira.
O pagamento acabou sendo realizado posteriormente, antes de uma partida importante, mas o episódio aumentou a preocupação no elenco.
Os direitos de imagem, no entanto, continuam pendentes.
A combinação de salários em carteira atrasados, direitos de imagem vencidos e parcelas de acordos não pagas deixou a situação financeira ainda mais delicada.
A diretoria do São Paulo aposta na aprovação do contrato com a Ticketmaster para melhorar o fluxo de caixa.
O acordo prevê:
A antecipação de R$ 110 milhões seria feita em até 45 dias após a aprovação e a assinatura do contrato.
O valor terá de ser devolvido pelo São Paulo à empresa em cinco anos, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.
O Conselho Deliberativo do São Paulo iniciou nesta terça-feira a análise do contrato com a Ticketmaster.
A reunião ocorre no auditório do MorumBIS, e a votação eletrônica será realizada entre as 22h desta terça e as 17h de quarta-feira, 30 de setembro.
Para aprovar o acordo, são necessários dois terços dos votos, o equivalente a 171 conselheiros.
A diretoria considera a aprovação fundamental para regularizar as pendências com os jogadores e organizar as contas do clube.
A Ticketmaster teria até 45 dias para realizar a antecipação.
Por isso, o São Paulo ainda precisará administrar as dívidas de curto prazo enquanto aguarda a liberação dos recursos.
A demora aumenta o risco de novos atrasos e pode prejudicar a relação com os jogadores e seus representantes.
Os jogadores acompanham o cenário financeiro e político do clube.
O atraso nos direitos de imagem afeta o planejamento pessoal dos atletas e aumenta a insegurança sobre o cumprimento de compromissos futuros.
Em casos de atraso prolongado, os jogadores podem buscar medidas administrativas e judiciais para cobrar os valores.
A situação também pode influenciar negociações de renovação, contratações e permanência de atletas.
A eleição para o triênio 2027-2029 está prevista para dezembro.
A diretoria atual tenta aprovar a operação com a Ticketmaster, enquanto grupos políticos discutem o futuro do clube e possíveis mudanças no modelo de gestão.
O atraso nos pagamentos deve se tornar um dos principais temas da campanha eleitoral.
O clube foi procurado para comentar o novo atraso nos direitos de imagem, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
A diretoria vinha afirmando que pretendia regularizar os valores pendentes até o fim de setembro.
O prazo, porém, não foi cumprido.
A crise financeira pode afetar o futebol dentro de campo.
Entre os possíveis impactos estão:
O São Paulo enfrenta o Santos em 2 de outubro, em clássico atrasado da 21ª rodada do Brasileirão.
O São Paulo precisa:
A aprovação do contrato ajudaria, mas não resolveria estruturalmente a crise.
A situação mostra que o São Paulo não enfrenta apenas um atraso pontual.
O clube depende de receitas antecipadas para pagar compromissos correntes e precisa contrair novos empréstimos para manter o fluxo de caixa.
A operação com a Ticketmaster funcionaria como uma injeção emergencial, mas teria de ser devolvida em cinco anos.
Sem uma reorganização financeira permanente, o clube pode voltar a enfrentar o mesmo problema nos próximos meses.








































