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·22 de setembro de 2026

São Paulo pode usar cota extra da Copa do Brasil para quitar dívida e contratar volante

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O São Paulo poderá utilizar parte da nova receita da Copa do Brasil para quitar uma dívida com o Novorizontino e tentar regularizar a situação que envolve a contratação do volante Djhordney.

A Confederação Brasileira de Futebol propôs aos clubes a criação de uma cota fixa para as equipes das Séries A e B. O dinheiro seria distribuído a partir de 2027, mas teria destino obrigatório: pagamento de dívidas, salários atrasados, pendências trabalhistas, tributos ou débitos registrados na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). 1065

O desenho ainda não foi finalizado, e o valor da cota não foi definido.

Dívida com o Novorizontino

O São Paulo deve aproximadamente R$ 1,1 milhão ao Novorizontino em uma pendência que está registrada na CNRD.

O débito está relacionado à contratação do volante Djhordney e precisa ser quitado para evitar novas sanções esportivas ou administrativas.

Com a nova cota da Copa do Brasil, o Tricolor poderá direcionar o dinheiro para quitar a obrigação e regularizar a situação.

O pagamento não seria necessariamente feito diretamente pela CBF. O clube utilizaria a verba, enquanto uma agência de Fair Play fiscalizaria a aplicação dos recursos e comprovaria que o dinheiro foi destinado ao fim previsto.

Como funcionará a nova cota

A Copa do Brasil terá aumento expressivo de receitas entre 2027 e 2030 após a assinatura de novos contratos de transmissão.

O valor anual da competição deverá superar R$ 1 bilhão, uma alta de aproximadamente 80% em relação ao ciclo anterior.

A proposta da CBF prevê a divisão em duas partes:

  • Premiação por desempenho: permanece vinculada à fase alcançada pelo clube.
  • Cota fixa: seria distribuída aos clubes das Séries A e B com destino obrigatório.

A premiação por fase continuaria livre para utilização. Já a cota fixa teria de ser usada para quitar passivos ou melhorar a infraestrutura dos clubes que não possuem dívidas relevantes.

Objetivo é evitar novas dívidas

A CBF quer impedir que o aumento das receitas seja utilizado apenas para elevar salários, pagar bônus ou contratar novos jogadores sem resolver os problemas financeiros dos clubes.

A entidade pretende criar uma espécie de mecanismo de responsabilidade financeira.

Clubes com dívidas em salários, obrigações tributárias, pendências trabalhistas ou processos na CNRD teriam de direcionar os recursos para esses compromissos.

Equipes sem passivos relevantes poderiam investir em centros de treinamento, estádios, campos, equipamentos e outras melhorias de infraestrutura.

São Paulo enfrenta crise financeira

A medida seria importante para o São Paulo, que enfrenta dificuldades de caixa e atrasos com o elenco.

O Tricolor convive com pendências em direitos de imagem e também precisa administrar dívidas com outros clubes, fornecedores e instituições.

A nova cota não resolveria toda a situação financeira, mas poderia ajudar a evitar punições e liberar o clube para realizar novas operações no mercado.

O São Paulo também negocia antecipação de receitas com a Ticketmaster, em acordo que pode liberar até R$ 140 milhões ao clube após aprovação do Conselho Deliberativo.

Volante depende de regularização

O São Paulo poderá utilizar o dinheiro da cota extra para regularizar o débito e liberar a situação do volante.

A contratação de Luiz Gustavo foi considerada importante para o planejamento do elenco, mas o pagamento pendente com o Novorizontino criou um problema administrativo para o Tricolor.

A quitação da dívida também ajudaria o clube a evitar medidas como restrição de registros, cobrança judicial ou novos processos na CNRD.

O prazo e a forma de pagamento ainda dependerão da definição do modelo da CBF.

Copa do Brasil terá mais dinheiro

Os novos contratos de televisão renderão mais de R$ 1 bilhão por ano à Copa do Brasil entre 2027 e 2030.

Atualmente, os direitos de transmissão geram aproximadamente R$ 600 milhões para a CBF. Cerca de 80% desse valor é destinado à premiação dos clubes por fase.

A proposta é manter a premiação esportiva e distribuir o excedente por meio da nova cota fixa.

O campeão continuará recebendo a premiação correspondente à campanha. Atualmente, o vencedor fica com cerca de R$ 78 milhões, mas o formato futuro ainda será definido pela CBF.

Medida ainda será regulamentada

Apesar da aprovação inicial da proposta pelos clubes, ainda faltam detalhes sobre:

  • Valor da cota fixa.
  • Critérios de distribuição.
  • Forma de fiscalização.
  • Lista de dívidas elegíveis.
  • Prazos para aplicação dos recursos.
  • Consequências em caso de descumprimento.
  • Divisão entre clubes das Séries A e B.

A CBF deverá apresentar o regulamento definitivo antes do início da Copa do Brasil de 2027.

Impacto no São Paulo

Se a proposta for confirmada, o São Paulo poderá:

  • Quitar a dívida de R$ 1,1 milhão com o Novorizontino.
  • Regularizar pendência na CNRD.
  • Evitar punições administrativas.
  • Liberar operações de registro de jogadores.
  • Direcionar outras receitas para salários e direitos de imagem.
  • Investir na estrutura de Cotia e do SuperCT.

A verba, porém, terá destinação controlada e não poderá ser usada livremente para contratar reforços ou aumentar a folha salarial.

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