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·18 de agosto de 2026

Sete alterações, sete golos: o Benfica de Marco Silva não perdoa ao Casa Pia

Imagem do artigo:Sete alterações, sete golos: o Benfica de Marco Silva não perdoa ao Casa Pia

Sete golos sem apelo nem agravo. Foi assim que o Benfica despachou o Casa Pia, numa segunda-feira à noite em Rio Maior, num resultado que diz tudo sobre a distância que separa as duas equipas neste arranque de campeonato.

A equipa nem sequer precisou de aquecer devagar. Prestianni abriu o marcador aos três minutos e Rafa fez o segundo antes do relógio chegar aos quinze. Traduzindo, o jogo ficou decidido antes de muita gente se ter sentado direito no sofá.


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Depois foi a vez de Pavlidis se lembrar que também sabe marcar a papel químico. O avançado grego bisou, ou melhor, fez o hat-trick, e ficou com a bola do jogo debaixo do braço. Jhon Durán apareceu para confirmar que a fome de golos também é dele, e Ofori encarregou-se de fechar a contabilidade com um autogolo que só veio piorar a noite do Casa Pia.

O que mais chama a atenção nesta goleada não é só o resultado, é o contexto. Marco Silva fez sete alterações relativamente ao jogo anterior frente ao Hearts, e a equipa nem sentiu o abanão. Trocou-se praticamente meio onze e o Benfica continuou afiado, continuou vertical, continuou a marcar como se nada tivesse mudado. Isso é um recado e tanto sobre a profundidade do plantel.

Com Samuel Soares na baliza, Bah e Dahl nas alas, Lenglet e Tomás Araújo no eixo, e Barrenechea a fazer companhia a Barreiro no meio campo, a equipa apresentou-se renovada e resolveu o jogo sem sobressaltos. Sudakov, Rafa e Prestianni deram a criatividade, Pavlidis deu a pontaria.

Para quem gosta de ler nas entrelinhas, este tipo de vitória vale mais do que os três pontos. Vale como prova de que Marco Silva pode gerir cargas e datas sem baixar o nível competitivo, algo que vai pesar lá mais para a frente na temporada, quando os jogos se multiplicarem e as pernas começarem a pedir descanso.

Por agora, fica o registo, sete a zero, um hat-trick de Pavlidis e uma equipa que, mesmo mexida, não perdeu o hábito de marcar cedo e marcar muito.

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