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·17 de março de 2026
Sporting pulveriza o conto de fadas do Bodo e constrói remontada épica em Alvalade

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Uma noite emblemática de Liga dos Campeões no José Alvalade. O Sporting usou o improvável como combustível para uma reviravolta digna de cinema. Os Leões colocaram um capítulo final no conto de fadas norueguês e golearam o Bodo/Glimt.
Depois de reverter o placar da ida e vencer por 3 a 0 no tempo regulamentar, o Sporting completou a reação na prorrogação, venceu por 2 a 0 e carimbou a classificação para as quartas de finais da Champions.
O Sporting ignorou a tarefa quase impossível diante da sensação do futebol europeu e, em nenhum momento, deixou de acreditar em uma remontada em Alvalade. Os Leões fizeram da partida um ataque contra defesa e encurralaram o Bodo/Glimt dentro do seu campo de defesa.
Apesar de bem postada, a defesa norueguesa sofreu com a agressividade dos donos da casa. Antes dos 15 minutos, Maxi Araújo e Luis Suárez criaram os primeiros arremates perigosos do Sporting e indicaram o roteiro da partida.
O Bodo ficou enforcado no campo de defesa e não conseguiu escapar nem nos contragolpes. Os Leões amadureceram o primeiro gol e usaram a bola parada para iniciar a noite dramática. Aos 34, Francisco Trincão cobrou escanteio e Gonçalo Inácio subiu no terceiro andar para cabecear nas redes.
O primeiro passo havia sido dado pelos portugueses, mas a montanha ainda era muito íngreme. O Estádio José Alvalade incendiou com a abertura do placar, mas foi o Bodo quem quase jogou um balde de água fria na festa.
Em uma das raras chegadas de perigo, Fredrik Bjorkan acertou o travessão duas vezes e o clube norueguês flertou com o empate antes do intervalo.
A estratégia ineficaz do Bodo/Glimt e o ímpeto imparável dos portugueses forçou o time visitante a tentar mudar a postura no começo do segundo tempo. O time norueguês buscou equilibrar a posse de bola e criar volume ofensivo, mas não sustentou a intensidade dos rivais.
Em ritmo frenético, o Sporting não demorou para tomar o controle absoluto das ações ofensivas novamente e envolver a defesa adversária. Aos 16, Luis Suárez escapou pela direita e invadiu a área. Sem egoísmo, o centroavante colombiano rolou para o lado e Pedro Gonçalves deixou os Leões a um gol do milagre.
Com um gol marcado a cada 30 minutos de bola rolando, o Sporting ficou com a meia-hora final de partida para buscar o empate no placar agregado. O caldeirão formado em Alvalade transformou o resultado de improvável para inevitável.
O time português sustentou o volume ofensivo pelas pontas e a intensidade para recuperar a bola e definir os ataques. Aos 33, a bola tocou no braço de Bjorkan e o árbitro assinalou pênalti, após revisão no VAR. O artilheiro dos Leões, Luis Suárez, assumiu a responsabilidade e mandou para as redes o terceiro do Sporting.
Decidido a reverter o resultado o mais rápido possível, o time português não se contentou com o placar que levava a decisão para a prorrogação e aproveitou os minutos finais para continuar a pressão contra o Bodo. Apesar da iniciativa, a trave e o goleiro Nikita Haikin seguraram a decisão para o tempo-extra.
O Bodo/Glimt, que já havia acusado mentalmente a reação portuguesa, pulverizou na prorrogação. Sem forças para segurar o ímpeto do Leão, o time norueguês viu o conto de fadas encerrar de maneira impiedosa.
Com apenas dois minutos de prorrogação, Maxi Araújo entrou na área, tabelou com Trincão e mandou no contrapé do goleiro para marcar o quarto do Sporting.
O resultado suficiente para transformar o time português no primeiro classificado para as quartas da Liga do Campeões cessou a fome dos Leões. Com o Bodo aniquilado psicologicamente, o Sporting administrou o placar, impediu qualquer chance de reação e confirmou o milagre em Alvalade.
Nos acréscimos, o time português ainda deu o seu golpe final e sacramentou a goleada com Rafael Nel. Uma noite digna de Champions em Portugal.









































