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·15 de agosto de 2026
Tcherno Jamanca: “O FC Porto é o clube do meu coração”

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Tcherno Jamanca renovou com o FC Porto depois de uma época em que foi o melhor marcador do Campeonato Nacional de sub-17, afirmando-se como uma das figuras do percurso portista. Aos 17 anos, o avançado olha para o contrato como recompensa pelo caminho feito, mas também como um compromisso com exigência redobrada e ambição de chegar à equipa principal. Com o passado guardado como impulso, o jovem promete continuar a perseguir o sonho e garantiu: “Estou muito feliz por ter renovado contrato.”
No momento de prolongar a ligação ao clube, Tcherno Jamanca surge entre a memória de uma campanha marcante nos sub-17 e a vontade de conquistar espaço num novo contexto. O ponta de lança fala de trabalho, sacrifício e pertença, sem esconder que a estreia no Estádio do Dragão é a imagem que o acompanha todos os dias.
A renovação é, para o avançado, uma conquista partilhada. O jogador associou o novo vínculo ao apoio que encontrou à sua volta desde o início do percurso.
“Estou muito feliz por ter renovado contrato. Foi fruto do meu trabalho, mas não teria conseguido sem o apoio da minha família, do staff, dos treinadores e de Deus.”
O contrato aparece, assim, menos como ponto de chegada do que como confirmação de um caminho construído diariamente. Jamanca não separa o mérito individual da estrutura que o acompanhou.
A rapidez da ascensão também o surpreendeu, embora nunca tenha deixado de alimentar o objetivo. Entre a ambição e a surpresa, deixou claro que a persistência foi a base de tudo.
“Nunca imaginei. Sempre tive este objetivo, mas não pensei que fosse alcançá-lo tão rápido.”, explicou. “Foi fruto do trabalho. Nunca perdi a esperança, trabalhei todos os dias para chegar até aqui.”
O discurso não procura transformar a progressão numa inevitabilidade. Pelo contrário, sublinha a ideia de que cada passo foi sustentado pela rotina e pela crença.
Com a renovação, chega também uma responsabilidade que o jovem assume sem hesitações. O agradecimento ao FC Porto acompanha a consciência de que a confiança recebida exige resposta dentro de campo.
“Sinto muita responsabilidade. Quero agradecer ao Clube por ter confiado em mim e por me ter dado este voto de confiança.”
É uma fórmula simples, mas carregada de compromisso: a oportunidade é reconhecida como um voto que terá de ser honrado. E Jamanca aponta desde já o caminho para o fazer.
Depois de se destacar no escalão de sub-17, o avançado recusa instalar-se no que já alcançou. A época anterior, insiste, não pode pesar mais do que o trabalho que ainda falta cumprir.
“A época passada já pertence ao passado. Esta época vou continuar a trabalhar todos os dias, porque quero crescer e marcar mais golos.”, afirmou. “Sinto mais responsabilidade, sempre quis mais e acho que consegui. Trabalhar todos os dias sempre foi o meu foco e nunca deixei de acreditar.”
O passado serve-lhe de referência, não de abrigo. Crescer, marcar e manter a disciplina surgem como as coordenadas de uma etapa que quer transformar em novo avanço.
A ligação ao FC Porto ganhou profundidade com o passar dos anos. Jamanca fala do clube em tom de reconhecimento e afecto, evocando o momento em que encontrou uma oportunidade.
“A cada ano que passa sinto mais amor por este clube. Foi o FC Porto que me deu tudo, eu não tinha nada. Por isso, agora este é o clube do meu coração.”
A gratidão dá densidade à renovação e explica a forma como o avançado encara o emblema. Não é apenas um contexto de formação: é o lugar onde passou a projectar a própria carreira.
Na recordação da temporada de 2025/26, Jamanca destacou uma equipa moldada pelo esforço e pela atenção às indicações técnicas. A dificuldade do caminho é apresentada como parte essencial da conquista.
“Foi uma época muito difícil. Trabalhámos todos os dias com muito esforço e muita dedicação.”, analisou. “Estivemos muito concentrados e ouvimos os treinadores todos os dias. Acho que isso foi muito importante.”
O melhor marcador do Nacional de sub-17 não reduz a campanha aos seus golos. A leitura é colectiva, construída a partir da concentração e do trabalho partilhado.
Mas há memórias que permanecem acima das restantes. Os golos no jogo do título e o instante em que percebeu a dimensão da festa ficaram gravados no relato do jovem avançado.
“Marquei 35 golos, mas os dois golos do jogo do título foram os mais especiais. Senti um arrepio e muita emoção. Nunca me vou esquecer do último jogo.”, recordou. “Quando o apito soou eu nem percebi que tínhamos acabado de ser campeões, porque achava que tínhamos de ganhar, mas vi toda a gente a correr e juntei-me à festa com grande emoção. Ser campeão pelo FC Porto aumentou a minha confiança.”
Entre a surpresa do apito final e a explosão da celebração, Jamanca encontrou uma marca emocional para a época. O título trouxe-lhe também uma confiança que pretende transportar para o desafio seguinte.
O caminho até ao FC Porto começou num torneio, quando ainda representava o Real SC. A abordagem do clube e os primeiros treinos abriram uma porta que o avançado não voltou a largar.
“O FC Porto viu-me num torneio em que marquei muitos golos ao serviço do Real SC. Na altura falaram com a minha mãe, eu vim cá treinar e acabei por ficar.”, contou. “Inicialmente estava nervoso, mas fiquei muito orgulhoso de mim. O FC Porto superou as expectativas.”
A chegada trouxe nervosismo, mas também orgulho. O impacto inicial deu lugar à percepção de que o clube correspondia, e até superava, aquilo que imaginara.
A adaptação, contudo, não foi automática. Jamanca encontrou um grupo com outro ritmo e outra exigência física, num teste que reconhece ter ultrapassado.
“Quando cheguei, a equipa já tinha outro ritmo e intensidade. Os meus companheiros eram muito mais rápidos e fortes, mas consegui adaptar-me.”
A frase resume uma passagem importante no seu crescimento: perceber a diferença de intensidade e encontrar forma de responder-lhe. Essa capacidade de adaptação acompanha o perfil que descreve hoje.
Entre as referências que encontrou no clube, Samu ocupa um lugar particular. A coincidência de terem chegado na mesma época tornou a admiração mais próxima.
“Cheguei na mesma época em que o Samu e inspirava-me muito nele. Ainda olho para ele como uma inspiração.”
A inspiração é assumida sem rodeios e revela a atenção com que observa quem está mais à frente. Para Jamanca, aprender passa também por olhar para os exemplos que tem por perto.
Nas oportunidades de treinar ou jogar num escalão acima, a resposta que pretende dar é sempre a mesma: intensidade máxima. A mensagem recebida dos treinadores é igualmente directa.
“Sempre que subo de escalão para treinar ou para jogar, dou sempre o meu máximo. Os treinadores pedem sempre o mesmo: correr e dar a vida pela equipa.”
A disponibilidade para cada chamada surge como uma regra de conduta. Mais do que a ocasião em si, interessa-lhe mostrar que está preparado para servir a equipa.
O jovem avançado identifica também mudanças claras desde que chegou à Invicta, tanto no corpo como na imagem. A evolução física veio acompanhada por uma decisão que acabou por se tornar distintiva.
“Aumentei a minha capacidade física e tornei-me mais forte, rápido e capaz de me adaptar a todos os exercícios.”, descreveu. “Além disso, pintei o cabelo. A dois jogos do fim decidi arriscar porque acreditava que íamos ser Campeões Nacionais e agora esta é a minha imagem de marca.”
A imagem de marca nasceu num momento de confiança, mas o centro da transformação está na evolução física. É essa base que o jogador associa à capacidade de responder aos diferentes exercícios e patamares.
Apesar dos números que assinou nos sub-17, Jamanca não perde de vista uma prioridade colectiva. Os golos são o território onde vive, mas a vitória da equipa mantém-se acima de qualquer estatística individual.
“Eu vivo dos golos, mas o mais importante para mim é ver a equipa a vencer. A vitória é sempre o mais importante.”
A afirmação enquadra a veia goleadora numa ambição maior. Marcar é decisivo para um ponta de lança, mas só encontra sentido pleno quando ajuda a equipa a vencer.
Os treinadores reconhecem-lhe talento, mas também lhe apontam uma margem de crescimento concreta. Jamanca acolhe essa exigência como parte do processo.
“Eles dizem que tenho talento, mas que tenho de ter mais calma e de evoluir na tomada de decisão.”
Não há complacência no diagnóstico. A calma e a decisão surgem como áreas de aperfeiçoamento para um jogador que sabe que o talento, por si só, não fecha o caminho.
O novo contexto já começou com a equipa B e alimenta a expectativa de uma estreia profissional. O contacto com os escalões seniores é vivido como uma oportunidade para observar, ganhar ritmo e aprender.
“A época passada foi muito boa. Este ano comecei com a equipa B e espero estrear-me como profissional.”, afirmou. “É um sonho treinar com as equipas seniores, porque me permitem ver as coisas de outra forma, ganhar ritmo e perceber como é o futebol na realidade. Tento sempre aprender com os mais experientes.”
O salto de contexto não é tratado como uma promessa imediata, mas como uma escola. Jamanca quer absorver a experiência de quem já conhece as exigências do futebol sénior.
É na equipa principal, e no Estádio do Dragão, que o avançado coloca o grande objectivo. Mas a ambição vem sempre acompanhada pela receita que repete ao longo do discurso: trabalhar e ouvir.
“Tenho talento para me afirmar, mas isso só vai acontecer se continuar a trabalhar. O meu principal objetivo é estrear-me na equipa principal, no Estádio do Dragão. Penso nisso todos os dias.”, garantiu. “Tenho de continuar a trabalhar muito, tenho de fazer muitos sacrifícios, esforçar-me muito e ouvir os mais velhos.”
O sonho é claro e não é escondido, mas não existe atalho na forma como o descreve. A estreia é a meta; o esforço quotidiano, os sacrifícios e a escuta são o preço que aceita pagar.
Fora do campo, Tcherno apresenta-se com uma definição curta e directa. É um retrato pessoal sem artifícios, alinhado com o tom humilde que atravessa as suas palavras.
“Sou divertido, humilde, sorridente, tímido e boa pessoa. Este é o Tcherno.”
A família ocupa um lugar decisivo nesse equilíbrio. O avançado fala do apoio diário e da relação com a mãe como uma das bases que o sustenta nesta fase.
“A minha família percebe o que eu estou a viver e dá-me apoio. Dizem-me para continuar a lutar e que posso contar com eles para o que precisar.”, reconheceu. “Falo todos os dias com a minha mãe, ela é a minha melhor amiga e está sempre a apoiar-me. Isso é muito importante.”
O apoio familiar surge como uma âncora num percurso de exigência crescente. Na proximidade diária encontra o incentivo para continuar a lutar.
A relação com os adeptos fecha o círculo de pertença que Jamanca sente no FC Porto. O avançado promete corresponder a essa ligação com entrega total.
“Estes adeptos são incríveis. São mais do que uma família. Quero que eles saibam que vou dar sempre tudo por este Clube.”
A promessa é coerente com tudo o que foi dizendo: esforço, gratidão e compromisso com a equipa. E quando olha para o futuro, imagina um som que espera um dia transformar em realidade.
“Espero que este dia marque o início de uma grande caminhada e gostava de um dia poder ouvir o meu nome no Estádio do Dragão.”







































