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·21 de agosto de 2026
TJMG torna Dudu réu por injúria e difamação contra Leila Pereira

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·21 de agosto de 2026

A disputa judicial entre Leila Pereira e Dudu mudou de patamar. A 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais acolheu o recurso apresentado pela presidente do Palmeiras e recebeu a queixa-crime contra o atacante do Atlético-MG por injúria e difamação. Com isso, o ex-jogador alviverde passa a ser réu e responderá ao processo na primeira instância mineira.
A decisão foi unânime entre os três desembargadores que participaram do julgamento. O relator do caso foi José Xavier Magalhães Brandão, acompanhado por Élito Batista de Almeida e Kárin Emmerich. O Ministério Público de Minas Gerais havia se manifestado pelo provimento do recurso, e Dudu, intimado, pediu que a decisão anterior fosse mantida.
Confirmado
O recebimento da queixa-crime significa apenas que a Justiça enxergou elementos suficientes para investigar os fatos. Dudu passa a responder ao processo, mas não houve julgamento de mérito nem condenação criminal até aqui.
Em novembro do ano passado, a 8ª Vara Criminal de Belo Horizonte rejeitou a queixa-crime por “ausência de justa causa”, ao entender que o episódio se tratava de provocação mútua entre as partes. A 9ª Câmara Criminal reformou esse entendimento e concluiu que os fatos precisam ser analisados durante a instrução processual, com produção de provas.
O caso nasceu no fim de 2024, quando Dudu rescindiu com o Palmeiras depois de recuar de um pré-acordo já anunciado pelo Cruzeiro. Leila afirmou em entrevista que o atacante havia deixado o clube “pela porta dos fundos”. A resposta veio nas redes sociais, com a publicação em que o jogador escreveu que sua história alviverde foi “gigante e sincera, diferente da sua senhora Leila Pereira”, marcou o perfil da dirigente e terminou com a sigla VTNC.
Outra postagem também entrou na ação: a foto em que Dudu usou a mesma sigla e depois afirmou que ela significava “vim trabalhar no Cruzeiro”. Além das ofensas diretas, a queixa reúne declarações em que o atacante questionou o processo que levou Leila à presidência do Palmeiras.
O processo criminal em Minas é apenas uma das frentes. Na esfera cível, a Justiça de São Paulo condenou o atacante a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais à presidente, valor equivalente a 10% do que havia sido pedido. A decisão ainda não foi executada, e Leila afirmou que destinará o dinheiro a uma instituição de caridade.
Na Justiça Desportiva, Dudu foi punido com seis jogos de suspensão e multa de R$ 90 mil pelas ofensas. Já a queixa-crime que ele próprio moveu contra a dirigente, em São Paulo, teve decisões desfavoráveis ao jogador nas duas instâncias que analisaram o caso.
Procurado pela imprensa após a decisão, Dudu ainda não se manifestou publicamente. O processo agora volta à primeira instância do TJMG, onde os fatos serão apurados. Enquanto isso, o Palmeiras de Abel Ferreira segue concentrado nas quartas de final da Libertadores, longe de um capítulo que já dura quase dois anos.







































