Jogada10
·15 de abril de 2026
Vídeo! Torcida do Flamengo transforma cinema em Maracanã em sessão de filme de Zico

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·15 de abril de 2026

Não era dia de jogo, mas parecia Flamengo em campo na noite da última terça-feira (14). Isso porque centenas de rubro-negros transformaram o Cinemark Downtown, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em Maracanã para acompanhar o filme ‘Zico, o Samurai de Quintino’. Com bandeirões e muita empolgação, torcedores prestigiaram o documentário que retrata a trajetória do maior ídolo da história do clube, composto por imagens raras e bastidores inéditos.
Organizadas do clube e torcedores ilustres receberam convite para acompanhar uma sessão especial do filme que estreará oficialmente no dia 30 de abril. Dada a proporção de gente, o espaço reservou 12 salas exclusivamente para reprodução da obra aos rubro-negros presentes, que fizeram festas munidas de instrumentos de bateria e bandeiras de mastro do lado de fora.
Além dos torcedores, famosos como ex-jogador Djalminha e os atores André Mattos e Emiliano D’Avila também estiveram presentes. O auge da noite, porém, foi quando Zico chegou ao local causando um verdadeiro alvoroço — precisando de escolta para poder transitar pelo salão principal do Cinemark.
O documentário levou longos seis anos de produção e uma pesquisa minuciosa que contou com ajuda primordial do Galinho de Quintino. Ídolo máximo do Flamengo, Arthur Antunes Coimbra disponibilizou um acervo pessoal completo, entre fitas VHS, fotos raras, documentos e registros guardados em seu museu particular.
A obra explora a trajetória do eterno camisa 10 desde os tempos de Quintino, bairro da Zona Norte onde morou, até se tornar ídolo do Flamengo e do Japão. Há também um forte detalhamento sobre sua vida como filho, pai, avô, marido e amigo.
“Não adianta querer contar só triunfos ou só dificuldades, você tem que contar aquilo que viveu. Então, desde o início, a conversa ficou em cima disso: ‘Não vamos esconder nada’. Acho que vocês vão ver bem a trajetória. Isso serve para jovens, adolescentes e adultos”, iniciou Zico em declaração à imprensa.
“Acho que tinha que ser dessa maneira. Tem tudo ali que era possível colocar das situações que vivi, de alegria, de felicidade, de dificuldade, de superação, de interrogação e de construção”, completou.
A direção do documentário é de João Wainer, que é torcedor do Santos. Ele tem, em seus trabalhos anteriores, os filmes “Pixo” (2010); “Junho” (2014); “Bandida: A Número Um (2024)” e “Doleira: A História de Nelma Kodama” (2024).
“Sou ziquense, mas sou santista (risos). Então eu consigo ter um olhar um pouco menos… O flamenguista é tão apaixonado, tão apaixonado, que às vezes ele não consegue nem ter o distanciamento de olhar para Zico e tentar procurar uma narrativa que não seja a clássica do Flamengo, porque é uma paixão tão grande… Eu entendo”, e completou:
“Eu não conseguiria fazer um filme sobre o Santos, quero deixar isso claro, entende (risos)? Mas eu estava cercado de flamenguistas o tempo todo. Era um pouco a razão que tentava colocar toda essa emoção e essa paixão dentro da racionalidade ali. Então, acho que acabou funcionando”, disse.









































