Portal dos Dragões
·26 de agosto de 2026
Villas-Boas dispara contra arbitragem, Liga, Sporting e Benfica em editorial arrasador

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Na edição de agosto da revista Dragões, o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, assinou um editorial particularmente crítico, no qual apontou o dedo à arbitragem, à Liga, ao Sporting, ao Benfica e a comentadores que, na sua opinião, contribuem para a criação de narrativas desfavoráveis aos dragões.
O dirigente começou por traçar um cenário negativo das competições nacionais, destacando a degradação de alguns relvados, a fraca presença de adeptos nas bancadas e transmissões televisivas que considera incapazes de promover devidamente o futebol português.
Para Villas-Boas, há uma diferença clara entre o que é efetivamente vivido nos estádios e o discurso de modernização e crescimento apresentado por determinados responsáveis e intervenientes no espaço público.
A arbitragem foi um dos principais alvos das críticas. O presidente portista contestou a falta de consistência na aplicação dos critérios e estabeleceu uma comparação entre as decisões verificadas nos jogos do FC Porto e o tratamento dado aos encontros do Sporting.
Villas-Boas recorreu ainda à ironia ao abordar a ideia de “uniformização de critérios”. Segundo o presidente do FC Porto, há lances passíveis de grande penalidade nos jogos dos dragões que não motivam qualquer intervenção do VAR, enquanto, nos jogos do Sporting, as decisões mais relevantes acabam frequentemente por beneficiar o mesmo lado.
Frederico Varandas também foi visado no editorial, com Villas-Boas a deixar uma provocação relativa a futuras declarações do líder leonino sobre a chamada verdade desportiva.
O Benfica surgiu igualmente entre os temas abordados. O presidente do FC Porto recuperou o caso relacionado com Pedro Proença e a controvérsia em torno da utilização do Estádio da Luz pela Seleção Nacional, criticando o que entende ser uma atitude incoerente no que diz respeito ao respeito institucional.
Villas-Boas comparou ainda as transferências de Diego Moreira e Rodrigo Mora.
O dirigente recordou que Diego Moreira saiu do Benfica sem que o clube da Luz recebesse um retorno direto, antes de protagonizar uma transferência para o AC Milan no valor de 50 milhões de euros. Rodrigo Mora, por sua vez, deixou o FC Porto num negócio igualmente associado a uma verba de 50 milhões.
Na perspetiva do presidente portista, a cobertura mediática dos dois casos foi bastante distinta, tendo acusado alguns comentadores de recorrerem a critérios diferentes quando avaliam operações envolvendo o FC Porto.
O editorial encerra com André Villas-Boas a reafirmar a defesa da gestão do clube e a assumir uma posição de confronto face ao que considera serem críticas recorrentes dirigidas ao FC Porto, tanto dentro como fora dos relvados.







































