Villas-Boas fala de Mora, recorda Diego Moreira e diz: “Não houve luto nacional ou preocupação súbita com a perda de talento português” | OneFootball

Villas-Boas fala de Mora, recorda Diego Moreira e diz: “Não houve luto nacional ou preocupação súbita com a perda de talento português” | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Portal dos Dragões

Portal dos Dragões

·25 de agosto de 2026

Villas-Boas fala de Mora, recorda Diego Moreira e diz: “Não houve luto nacional ou preocupação súbita com a perda de talento português”

Imagem do artigo:Villas-Boas fala de Mora, recorda Diego Moreira e diz: “Não houve luto nacional ou preocupação súbita com a perda de talento português”

André Villas-Boas aproveitou a transferência de Rodrigo Mora para a AS Roma para responder às críticas feitas ao FC Porto. O presidente portista apresentou a operação como parte de uma estratégia mais abrangente, relacionada com a formação, a sustentabilidade financeira, a valorização de jogadores e a competitividade da equipa, defendendo que as decisões da administração procuram salvaguardar o futuro do clube.

Entre os argumentos apresentados está a comparação com outros jogadores formados em Portugal. Villas-Boas considera que existe uma diferença na forma como são avaliadas determinadas transferências e recupera o exemplo de Diego Moreira, que deixou o Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, Lyon e Estrasburgo e acabou por ser transferido para o Milan por 50 milhões de euros. Na perspetiva do presidente do FC Porto, esse caso não suscitou uma reação pública semelhante à provocada pela saída de Rodrigo Mora, que esteve no centro de várias críticas.


Vídeos OneFootball


EM DESTAQUE

O caso de Diogo Moreira: “[…] há também decisões que nos obrigam a falar de futuro, formação, sustentabilidade e da responsabilidade de governar um clube que quer continuar a ganhar. Neste verão, dois jogadores formados em clubes portugueses chegaram ao futebol italiano através de operações com uma referência académica de 50 milhões de euros. Diego Moreira saiu do Benfica a custo zero, passou pelo Chelsea, pelo Lyon e pelo Estrasburgo e chegou agora ao AC Milan por 50 milhões de euros. Um talento formado em Portugal abandonou o clube que o desenvolveu sem qualquer retorno direto, percorreu diferentes campeonatos e acabou por gerar uma das maiores vendas do futebol francês. Não houve luto nacional, nem as habituais caixas de contas, indignação permanente ou preocupação súbita com a perda de talento português. Houve silêncio.”

A trajetória de Mora: “Rodrigo Mora seguiu um caminho diferente: foi formado no FC Porto, cresceu no nosso clube, encantou os nossos corações e chegou à AS Roma numa operação que o valoriza em 50 milhões de euros, garantindo ao FC Porto um encaixe imediato relevante e a preservação de uma participação determinante no seu futuro. De repente, instalaram-se a preocupação, a comoção, a tristeza e a fiscalização financeira, aos quais se juntou a típica memória seletiva da “painelada” nacional. Perder um talento a custo zero não merece comentário; valorizá-lo em 50 milhões de euros transforma-se num problema, desde que o mérito e o retorno fiquem a Norte” A administração critica ainda a intervenção de um comentador que, segundo a mensagem, procurou retirar protagonismo ao processo de transferência. Villas-Boas sustenta que a atuação do advogado não teve qualquer influência nas negociações entre os clubes, mas que as declarações proferidas levaram os pais do jogador a demarcarem-se das mesmas e o representante de Mora a apresentar desculpas à instituição. O presidente considera que essas posições foram incompatíveis com o dever profissional de reserva e discrição dos advogados e afirma que o desrespeito pelo FC Porto e pelo treinador do clube não será esquecido.

De Vitinha e Fábio Silva a Mora: “O cenário perfeito será sempre aquele em que scouting, formação, sucesso desportivo e sucesso financeiro se encontram no momento certo: um clube estável, poderoso, sem dúvida, capaz de conservar os seus melhores talentos durante mais tempo e de escolher, sem constrangimentos, quando e em que condições os deixa partir. É para esse FC Porto que trabalhamos. Até lá chegarmos, o desporto é também feito de concessões, caminhos cruzados, decisões difíceis e da necessidade de proteger, simultaneamente, a sustentabilidade presente e futura, sem abdicar da obrigação de continuar a vencer. Rodrigo Mora junta-se a Vitinha, Rúben Neves, Diogo Dalot, Fábio Vieira e Fábio Silva, filhos da casa que partiram cedo para outras aventuras e que continuam a levar consigo uma parte da nossa identidade. Longe de casa mas perto do coração. Caro Rodrigo, o Dragão que te levou até Roma é o mesmo que, um dia, te trará de volta.”

Uma mensagem aos críticos: “A todos os que nos criticam, aos que nos desvalorizam, aos que transformam cada decisão do FC Porto numa suspeita e cada sucesso num incómodo, deixamos também uma palavra de agradecimento. Não deixem de existir. Também vocês desempenham um papel principal na afirmação do maior Clube português. Obrigam-nos a estar atentos, a explicar melhor, a trabalhar mais e a recordar diariamente que, para o FC Porto, o caminho raramente é simples. Enquanto uns procuram diminuir-nos, nós continuamos a somar títulos. Enquanto uns constroem cartilhas, nós construímos equipas. Enquanto uns vivem do ruído, nós vivemos do trabalho, do rigor e da vitória”

Saiba mais sobre o veículo