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·22 de setembro de 2026

Villas-Boas recorda conquista do título do FC Porto: “Houve muita dor pelo meio”

Imagem do artigo:Villas-Boas recorda conquista do título do FC Porto: “Houve muita dor pelo meio”

André Villas-Boas recebeu, na gala dos Portugal Football Globes, o prémio de mérito desportivo atribuído à conquista portista da Liga em 2025/26. O presidente do FC Porto partilhou o reconhecimento com a equipa, evocou as perdas que marcaram o caminho até ao título e destacou o papel do capitão Diogo Costa. Num discurso de forte carga emocional, reconheceu: “Houve muita dor pelo meio”.

Perante a plateia reunida na Arena Portugal, André Villas-Boas quebrou o protocolo e chamou ao palco Diogo Costa, a quem definiu como “verdadeiro representante dos valores do FC Porto”. O gesto acompanhou a mensagem central da intervenção: o galardão pertencia ao coletivo que transformou a dor em união e devolveu o título ao clube.


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Ao recordar a caminhada vitoriosa, o presidente portista colocou em primeiro plano as perdas de Pinto da Costa e Jorge Costa. A conquista surgiu, nas suas palavras, como resultado de uma transformação pessoal e coletiva em torno do símbolo do FC Porto, dos seus valores e do trabalho do treinador Francesco Farioli.

“Este prémio e este título são sobretudo a transformação de uma equipa que sofreu duas grandes perdas: Jorge Nuno Pinto da Costa na época 2024/25 e Jorge Costa no início de 2025/26. Houve muita dor pelo meio, muita transcendência individual e coletiva, uma transformação pessoal única destes jogadores, que se uniram em torno do símbolo do FC Porto, dos seus valores, e em torno do seu novo treinador, um homem de especial caráter, que tem desenvolvido um trabalho excelente e que nos trouxe de volta um tão ambicionado título que nos fugia há quatro anos”, sublinhou o líder portista.

Villas-Boas desenhou assim o título como uma conquista que ultrapassou o plano desportivo. Na leitura do presidente, a resposta do grupo nasceu da capacidade de permanecer unido num percurso atravessado pela perda.

O mérito do plantel liderado por Francesco Farioli foi outro dos eixos do discurso. Villas-Boas enalteceu a capacidade de superação, a atitude e o profissionalismo de um grupo que conseguiu inverter o rumo dos acontecimentos e voltar a celebrar o campeonato.

“Foi muito importante reverter o sentido das coisas, voltar a ser campeão, a abraçar o título e isso é tudo mérito deste grupo de trabalho. Têm uma capacidade única de se focarem no trabalho, com humildade, seriedade, sendo altamente profissionais, e é por isso que este grande capitão é único e singular.”

A homenagem ao coletivo convergiu, deste modo, na figura de Diogo Costa. O capitão surgiu como rosto dos valores que Villas-Boas quis associar à reconquista: foco, humildade, seriedade e profissionalismo.

O presidente da SAD azul e branca voltou ainda à questão do número da camisola de Diogo Costa, depois de o ter desafiado a usar o mítico 2 de Jorge Costa. O guarda-redes não aceitou a proposta, mas Villas-Boas deixou claro que essa decisão não diminuiu a admiração que lhe dedica.

“Não aceitou o meu desafio, que era algo que me orgulharia e dignificaria a história do número 2 no FC Porto, mas é um grande 99, um grande guarda-redes, que representa todos os nossos valores e eu tenho muito carinho por ele. É um prémio dos jogadores, do coletivo e do trabalho”.

Entre a memória do número 2 e a afirmação do 99, Villas-Boas voltou ao ponto de partida: Diogo Costa representa o grupo, mas o prémio não se esgota no capitão. É, como fez questão de vincar, um reconhecimento dos jogadores, do coletivo e do trabalho.

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