Diogo Costa testemunha no caso de Iker Casillas: Capitão do FC Porto garantiu que o treino foi “moderado” | OneFootball

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·17 de setembro de 2026

Diogo Costa testemunha no caso de Iker Casillas: Capitão do FC Porto garantiu que o treino foi “moderado”

Imagem do artigo:Diogo Costa testemunha no caso de Iker Casillas: Capitão do FC Porto garantiu que o treino foi “moderado”

Diogo Costa foi ouvido na segunda sessão do processo em que Iker Casillas pretende que o enfarte sofrido a 1 de maio de 2019 seja considerado acidente de trabalho. O capitão do FC Porto explicou que o treino realizado antes do episódio teve uma componente sobretudo tática e exigiu pouco fisicamente. Recordou ainda a surpresa causada pelo momento em que o antigo guarda-redes espanhol pediu assistência. Sobre o que aconteceu, afirmou: “Foi algo de muito inesperado”.

Em causa está a eventual responsabilidade pelo problema de saúde de Casillas, que defende uma repartição entre o FC Porto e a seguradora Fidelidade. Ao recuperar os acontecimentos daquela manhã, Diogo Costa insistiu que, do seu ponto de vista, o trabalho realizado era moderado e pouco exigente para os guarda-redes.


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O internacional português descreveu uma sessão centrada na componente estratégica. Segundo o relato de Diogo Costa, Casillas participou pouco no exercício antes de a situação se alterar repentinamente.

“Era um treino muito mais tático, uma posse de bola em que o guarda-redes tinha pouca intervenção. Lembro-me de ver o Iker sentado à espera da sua vez e, de repente, ‘ai, ai’.”, afirmou. “Foi algo de muito inesperado”.

O guarda-redes portista enquadrou a sessão no final da temporada, período em que, explicou, a preparação da equipa se concentrava em levar para o relvado os conteúdos trabalhados através da análise.

“Em maio, já no fecho da temporada, o foco está na tática. Analisamos muito vídeo e passamos isso para o relvado.”, sublinhou. “(…) O nível de exigência física é quase zero”.

Para Diogo Costa, a intensidade do treino esteve longe de corresponder a uma sessão de grande desgaste. Por isso, atribuiu-lhe uma classificação de três numa escala de zero a 10.

Na descrição dos acontecimentos, o guarda-redes explicou que a atividade começou de forma gradual. O treino teve início às 10h, com exercícios individuais de mobilidade e alongamentos, seguindo-se aproximadamente 15 minutos de ativação, com corrida ligeira e trabalho específico para os guarda-redes.

“Foi muito curto, cerca de 15 minutos. Acho que não fez sprints”.

Depois dessa fase, começou o exercício tático, durante o qual os guarda-redes iam entrando e saindo da ação. Diogo Costa tentou precisar o tempo de participação de Casillas, embora tenha admitido não conseguir estabelecer a duração exata relativa àquele dia.

“Foi ele que começou, depois trocámos, pela experiência que tenho deve ter demorado cinco, seis minutos, mas não consigo precisar quanto foi no dia. No máximo dos máximos, 10 minutos, isto de uma vez, depois troca e há outra repetição”.

O depoimento aponta para um treino dividido em vários momentos, com períodos de intervenção dos guarda-redes intercalados por pausas. Esta versão diverge do testemunho apresentado no processo pelo cardiologista Luís Seca, que referiu que Casillas lhe contou que o enfarte surgiu num momento de intensidade máxima, funcionando como um “gatilho”.

Diogo Costa relatou que só depois de abandonar o exercício ouviu Casillas pedir ajuda. A recordação daquele instante continua ligada à surpresa e à rapidez com que foi prestado auxílio.

“Foi quando já estava de fora que o Iker pediu ajuda. (…) Foi o primeiro enfarte que assisti, foi um choque, vieram logo socorrê-lo”.

O acontecimento teve um forte impacto no então jovem guarda-redes, que o classificou como uma situação inédita na sua vida. Já no hospital, vários jogadores do FC Porto foram visitar Casillas, que, segundo recordou, não mencionou quaisquer sintomas anteriores.

Ao descrever o antigo colega, Diogo Costa realçou os hábitos disciplinados do guarda-redes que procurava ter como modelo profissional.

“Era um jogador exemplar, com cuidado com a alimentação, tinha um problema de tiróide e tinha cuidado com a alimentação, era um profissional exemplar que eu tentava sempre seguir”.

O testemunho não se limitou a recordar a emergência: apresentou também Casillas como um profissional rigoroso e cuidadoso. A diferença entre a normalidade de um treino que Diogo Costa considerou moderado e a gravidade repentina do episódio acabou por marcar todo o depoimento.

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