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·30 de setembro de 2026

Villas-Boas rendido à influência polaca no FC Porto: “Procuramos mais”

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André Villas-Boas, presidente do FC Porto, aproveitou uma entrevista à margem da cimeira da European Football Clubs, em Copenhaga, para elogiar o impacto de Jan Bednarek, Jakub Kiwior e Oskar Pietuszewski. O dirigente destacou o rendimento desportivo do trio, explicou a estratégia que juntou os dois defesas e confirmou que o mercado polaco continua sob observação. Sobre a contratação do jovem extremo, garantiu: “Foi um tiro certeiro.”

Em declarações ao jornal WP SportoweFakty, André Villas-Boas traçou um retrato entusiasmado da influência polaca no campeão nacional. Dentro das quatro linhas, o trio confirmou a aposta; fora delas, o efeito chegou ao turismo de adeptos, às ligações aéreas para o Porto e à venda de produtos oficiais alusivos aos jogadores.


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A satisfação levou o FC Porto a transformar casos de sucesso numa frente de recrutamento. O presidente portista assumiu que os dragões procuram dar continuidade a uma estratégia que já produziu resultados.

“Estamos tão satisfeitos com Bednarek, Kiwior e Pietuszewski que estamos a monitorizar o mercado polaco à procura de novos talentos”, destacou.

Mais do que um elogio circunstancial, a declaração aponta para uma atenção continuada ao futebol polaco. O impacto dos três jogadores deu ao clube razões desportivas e comerciais para manter esse mercado no radar.

Na formação da dupla defensiva, Villas-Boas descreveu uma operação pensada por etapas. Bednarek surgiu primeiro; Kiwior, que já era conhecido nos contactos mantidos pelo clube, tornou-se o passo seguinte.

“Primeiro planeámos a contratação de Bednarek ao Southampton e, quando conseguimos, pensámos logo em ver o que resultaria dos nossos contactos com Kiwior, que estava no Arsenal. Seduzia-nos vê-los jogar juntos na defesa porque se conhecem muito bem. Imaginámos que seriam uma dupla de comandantes na retaguarda.”, revelou. “Já tínhamos tido reuniões informais com os agentes do Jakub e avançámos após a chegada do Jan. Ele mostrou vontade de vir e fechámos no último dia de mercado há um ano”

A ideia era clara: aproveitar o conhecimento mútuo entre os dois internacionais polacos e dar à retaguarda uma dupla com capacidade de comando. Apesar do assédio do Marselha e do interesse do Bayer Leverkusen, os azuis e brancos convenceram o emblema londrino a aceitar um empréstimo com opção de compra, antes de a SAD consumar a aquisição definitiva por 17,5 milhões de euros.

A incursão no mercado polaco prosseguiu no mercado de inverno seguinte, quando o FC Porto contratou Oskar Pietuszewski ao Jagiellonia Bialystok por 10 milhões de euros. O extremo de 18 anos marcou três golos em 16 jogos, regressou recentemente de lesão frente ao Benfica e juntou-se depois aos trabalhos da seleção comandada por Jan Urban.

“O nosso departamento de prospeção estava a observá-lo com muita atenção e decidimos arriscar. Foi um tiro certeiro.”, vincou Villas-Boas. “O Oskar teve um contributo enorme na segunda metade da época e ajudou-nos a conquistar o título. Ouvimos falar da Oskarmania na Polónia e não me surpreende. Estamos muito satisfeitos com os três”

O presidente não separa o talento identificado pelo departamento de prospeção da resposta imediata dada pelo jogador. A chamada Oskarmania surge, assim, como reflexo de uma aposta que rapidamente ganhou dimensão em Portugal e na Polónia.

O rendimento do trio reforçou a convicção portista, mas nem todos os alvos acompanhados acabaram no Dragão. Villas-Boas revelou o interesse em Bartosz Mazurek, médio de 19 anos que deixou o Jagiellonia e rumou ao Salzburgo.

“Todos se afirmaram pela disciplina, atitude profissional e mentalidade vencedora. Continuamos atentos e não escondo que acompanhámos a evolução de Bartosz Mazurek (médio de 19 anos ex-Jagiellonia) com forte interesse, embora ele tenha rumado ao Salzburgo. Tem um enorme talento e continuaremos a seguir o seu progresso.”

A disciplina, o profissionalismo e a mentalidade vencedora são os traços que Villas-Boas identifica como denominador comum das apostas já concretizadas. Mazurek escapou, mas a vigilância mantém-se: depois de Bednarek, Kiwior e Pietuszewski, a ligação do FC Porto ao mercado polaco está longe de encerrada.

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