Glorioso 1904
·18 de agosto de 2026
Vitória saborosa, Trubin chateado e Sudakov: Tudo o que disse Marco Silva após o Casa Pia - Benfica

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·18 de agosto de 2026

Após a grande goleada sobre o Casa Pia (7-0) em Rio Maior, onde garantiu a sua primeira vitória na Liga Portugal Betclic com o Benfica à passagem pela segunda jornada, o técnico Marco Silva analisou o jogo em conferência de imprensa. Veja tudo o que disse o treinador encarnado.
Vitória saborosa
"Uma vitória totalmente justa e saborosa da forma como jogámos. Um relvado muito difícil de jogar futebol e esse é o primeiro ponto. Se queremos proteger as equipas, é bom que consigamos dar aos jogadores bons relvados, para se jogar futebol rápido. Esse é o primeiro ponto. Vitória muito importante, boa, uma reação ao muito mau resultado da 1.ª jornada. Bons momentos, bons golos e foi a reação que queríamos. Parabéns aos jogadores e realçar também os adeptos. Jogando fora praticamente em casa, como é habitual. Uma grande diferença do primeiro jogo para este tem a ver com os adeptos, o estádio cheio, o apoio único para nós e faz com que andemos para a frente. Em relação à eficácia, acredito que ficaram alguns golos por marcar ainda, mas bons golos, bons momentos de finalização num jogo totalmente controlado. O que me deixa mais satisfeito foi não termos sofrido golos e não termos concedido oportunidades. Sempre controlado o jogo e deixar a baliza a zero tem um sabor completamente diferente".
Sem sofrimentos
"Não há razões para pararmos. Óbvio que há momentos em que vamos ganhar por 1-0 e vamos ficar tão felizes como este 7-0. O futebol não é sempre assim. Ainda antes de jogarmos com o Académico Viseu, disse aos jogadores que não ia ser sempre da forma que foi na Liga Europa. Muito mais importante do que marcar tanto é não sofrer, porque isso, ao longo do tempo, vai fazer-nos ganhar muito mais jogos. Depois, se marcamos e somos objetivos e eficazes, é outra coisa. Mas, a ganhar, não gostamos de abrandar. Se preparamos a equipa dessa forma, não faz sentido alterar o que quer que seja. Os jogadores têm maturidade suficiente para ir gerindo. Nos últimos minutos houve alguma gestão, estamos a jogar de três em três dias e rodámos cinco [jogadores]. A ideia era ainda rodar mais... Não quisemos abdicar de nada do que o jogo nos estava a dar".
Reação a um mau resultado
"Aviso nenhum, não estamos aqui para avisar ninguém. Temos de ser competentes nos nossos jogos e 'matar' os nossos jogos. É por aí. Os nossos adversários são todos muito fortes e respeitamos todos, temos de ter humildade suficiente para perceber que somámos 3 pontos e ganhámos um jogo, nada mais. Percebo que no futebol vamos da desilusão à euforia muito rápido, mas não vou por aí. Ganhámos, 3 pontos, respondemos como queríamos a um mau resultado e é tão simples quanto isso. Não sofremos e é importante. Reações? Se calhar vou ter de ter calma para não arranjarem mais casos. Nesse lance do Lukebakio, não havia necessidade de estar fora de jogo, é importante manter a concentração do início ao fim. É impossível estar chateado se estamos a ganhar de uma forma tão expressiva..."
Marco Silva não manda recados aos jogadores
"Nem nada que se pareça. A última parte da questão não tem nada a ver uma coisa com a outra. Quando falamos em nós, e quando tentamos reforçar a equipa, não tem nada a ver com entrar ou deixar de entrar [na Liga Europa]. O segundo jogo é na próxima quinta-feira a oito dias, é quase no final do mercado. Não faz sentido. Em relação aos jogadores, não mando recados. Num ou outro momento posso falar convosco de forma honesta e aberta - com algum cuidado, segundo já percebi, para jogar o jogo que se joga aqui também - e tenho a certeza que os jogadores não prestam atenção às minhas conferências de imprensa, esqueçam. Gostava que ouvissem, mas não acredito..."
Anatoliy Trubin
"Mais um caso... Normalmente estou de costas e não vejo isso, mas também não tenho historial de ver o Trubin a festejar golos na baliza. Não vou estar a comparar. Eu ficava espantado era se o Trubin não estivesse chateado e triste. Para mim é completamente normal. O que me importa é ele chegar lá amanhã, trabalhar e bem, como ter feito nos últimos 10/15 dias. Chateado, triste... Se não está a jogar, é assim que eu o quero. E só há uma forma de demonstrar, que é trabalhar. E tem feito isso muito bem. Mas se eu estivesse no lugar dele, também não estaria com boa cara. Se falei com ele? Não vos vou dizer as conversas que tenho com os jogadores. O Trubin já me conhece e sabe como as coisas funcionam".
Pedido de confiança aos adeptos
"Os nossos adeptos têm de acreditar em nós, é fundamental. Se não fizermos acreditar quem ama o clube, não andamos aqui a fazer nada. E só controlamos os nossos resultados, as exibições, a atitude... Os resultados falam sempre mais alto, mas com atitude e desejo de querer ganhar... O resultado é o mais importante para eles, mas há muitas obrigações para nós enquanto profissionais, como o clube que representamos e a atitude em campo. Os jogadores sabem disso. Só somámos 3 pontos. Deixa-me muito satisfeito não sofrermos golos e os jogadores desfrutarem da nossa forma de jogar. Nada mais do que isso. Se estamos a pensar que fizemos algo de extraordinário, nada mais errado do que isso. Vamos preparar o próximo jogo que também será difícil e temos a obrigação de sermos iguais a nós próprios".
Georgiy Sudakov
"O Sudakov tem tentado bastante. Na [minha] apresentação falámos do perfil de alguns jogadores e a forma como quero que o Benfica jogue é muito importante, queremos que o terceiro médio tenha caraterísticas muito específicas. Não vou esconder, até porque disse naquela altura, que no nosso plantel é um jogador muito específico para aquilo que quero. Percebo que ainda não fez uma exibição de encher o olho, mas está a precisar de golo, assistência... Temos vindo a dar-lhe confiança. Acredito, e tenho-lhe dito, que ele tem de acreditar mais do que eu. Está a dar o máximo, percebe-se que está a jogar com tensão a mais. Trabalha bastante com e sem bola, os posicionamentos que lhe temos dado permitem que receba a bola em boas posições e ele depois tem de colocar a sua criatividade. O Rafa também pode jogar lá, mas é diferente, bem como o Prestianni. Uma análise do Sudakov: tem tentado, estamos a dar-lhe as ferramentas e o caminho e é esse o meu objetivo".
Versatilidade de Prestianni
"Até agora, temos tirado [proveito]. Fez uma excelente pré-temporada. Humildade, caladinho, tinha dois jogos de suspensão e percebeu o momento. Muitas vezes a jogar na 2.ª parte dos jogos da pré-temporada, fazia bastante trabalho extra... E mal esteve apto, jogou. Senti que foram quatro ou cinco semanas muito boas dele. À esquerda, à direita... A decisão de começar à esquerda foi o que achávamos. Com o Hearts em casa queríamos ter um jogador à esquerda totalmente aberto e não quisemos que fosse o Rafa, porque não é um jogador de corredor. Sabem o que fez nesse jogo e contra o Académico de Viseu também. Se jogarmos como temos vindo a jogar, pode fazer a esquerda perfeitamente. Possivelmente, dos nossos alas, é o jogador mais versátil em termos de corredores. Por dentro vai precisar de mais trabalho para manter alguns posicionamentos, para perceber os momentos de pressão... Mas estou muito satisfeito com ele. Onde vai jogar mais vezes é impossível dizer, até porque a concorrência é forte..."
Adversários vão estudar o Benfica
"Temos vindo a melhorar deste o princípio da época. Não vou falar nada de coisas antes de ter chegado. Claro que os últimos resultados com o Casa Pia não foram os melhores, e tentei motivar também assim os jogadores. Posso dizer que temos vindo a melhorar. Já com o Hearts, fora de casa, disse que o primeiro jogo [fora] não tinha sido bem conseguido. Precisávamos de dar uma imagem diferente. Não podemos ser só Benfica com 60 mil adeptos na Luz, temos de ser fora também. Mas claramente alguns jogadores ainda não estão nas melhores condições. Os jogos em casa deram-nos confiança, fora o sabor amargo no empate com o Académico Viseu. Mas tivemos um caudal ofensivo muito grande, um jogo ofensivo fluído. Os adversários vão começar a bloquear-nos de outras formas e temos de descobrir outros caminhos. Mas o jogo é muito mais do que isso. Temos de ser competente em todos os momentos e esse é o meu objetivo: dar os caminhos aos jogadores. Mas depois temos de defender, reação à perda... E isso é que é muito importante. Só para a frente, se calhar, também alguns de nós íamos para lá e jogávamos".







































