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·08 de janeiro de 2026

Xavi Malián satisfeito no Dragão: “A exigência é o melhor que o FC Porto tem”

Imagem do artigo:Xavi Malián satisfeito no Dragão: “A exigência é o melhor que o FC Porto tem”

Um mês depois de ter sido distinguido como o Atleta do Ano na gala do portismo, Xavi Malián deu uma extensa entrevista ao Zerozero, começando por dizer que “não estava à espera de receber mais um Dragão de Ouro” e agradecendo um galardão que “é um reconhecimento à equipa que se sagrou Bicampeã Nacional”.

O guarda-redes do hóquei em patins do FC Porto realçou que “Trabalho para conseguir títulos coletivos, não é pelos prémios individuais, mas é sempre bom recebê-los e há sempre espaço em casa para os guardar”, lembrando que representa “uma equipa que merece todo o reconhecimento” e que “já não ganhava dois títulos consecutivos há muito tempo”.


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Para quem já conquistou praticamente tudo, “é sempre bom saber valorizar as conquistas”, admitiu, sublinhando que a concorrência é forte e que “nem sempre é possível” erguer troféus: “Há pessoas que podem achar que estamos acomodado, que não queremos ganhar ou que nos achamos os maiores, mas não é assim. Temos ganho muito, nos últimos anos, e temos vontade de ganhar ainda mais”.

Ao fazer o balanço da última época, recordou que “No ano passado ficou um bocado um sentimento de que não foi uma boa época, mas fomos Campeões Nacionais e estivemos na final da Champions”, e destacou a resiliência do grupo, que “nunca atira a toalha ao chão”, acrescentando que “a exigência é o melhor que o FC Porto tem”. “É preciso saber lidar com isso e valorizar os momentos, mas penso que tenho conseguido melhorar nesse aspeto”, concluiu.

Natural de Barcelona, com 35 anos, Xavier Malián Crosas confessou que “o sonho sempre foi jogar no Liceo e no FC Porto”, explicando que ficou profundamente “impressionando” ao ver “os adeptos do FC Porto naquela final da Champions no Rosa Mota”: “O pavilhão estava cheio e esse jogo marcou-me muito. A partir daí, o meu sonho era jogar no FC Porto”.

Radicado no Porto há quase sete anos, o internacional espanhol disse que em Espanha é pouco reconhecido – “em Espanha as pessoas não interagem comigo na rua” – enquanto na cidade Invicta o cenário é distinto e “Mali” confidencia: “Identifico-me muito com essa atitude dos adeptos”. Quando chegou a Portugal, no verão de 2019, o principal objetivo era “o grande objetivo era ganhar a Champions” e conseguiu-o quatro anos depois, em Viana do Castelo, “no ano em que o FC Porto era menos favorito”.

Sobre a rivalidade no principal campeonato do mundo do hóquei, explicou que “jogar contra o Benfica é uma sensação muito boa e, mesmo para os adeptos, ganhar ao Benfica é uma coisa diferente”. Recordou ainda o primeiro duelo entre ambos que viveu, no Dragão Arena, porque “Recordo-me do primeiro jogo contra eles, que ganhámos no Dragão Arena e vi adeptos a chorar nas bancadas.

“Foi um dos jogos em que senti o melhor ambiente. O pavilhão já estava cheio ainda no aquecimento”, acrescentou o catalão, ciente de que a rivalidade ultrapassa o campo e as pistas: “Um FC Porto-Benfica não é só um jogo, é questão política e eu sinto-me muito identificado com as pessoas do Norte de Portugal”.

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