Jogada10
·08 de julho de 2026
Zagueiro do Marrocos lida com declarações do passado antes de enfrentar a França

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Pela segunda vez seguida, o Marrocos entra em campo para disputar as quartas de final da Copa do Mundo. Entretanto, desta vez, a seleção africana terá que encarar a França, algozes da eliminação dos Leões do Atlas na semifinal no Catar, em 2022. Porém, o duelo não estava nos planos de um jogador da equipe marroquina.
O zagueiro Issa Diop, de 29 anos, cresceu sob o olhar de três seleções. Nascido em Toulouse, na França, o defensor é filho de pai senegalês e mãe marroquina. Inclusive, seu avô, Lybasse, se tornou o primeiro jogador de Senegal a atuar no campeonato francês, nos anos 70, além de ser um dos primeiros treinadores dos Leões de Teranga.
Entretanto, Diop passou a juventude defendendo as seleções francesas e não imaginava vestir a camisa de outro país, apesar da procura das duas federações africanas. Em declaração dada em 2018, quando estava na equipe sub 21 dos Bleus, o zagueiro considerou que seria hipocrisia aceitar uma convocação de outro lugar, se não a França.
“Sou francês. Nasci na França. A França me deu tudo. Defender outra seleção simplesmente porque não fui convocado para a francesa seria um pouco hipócrita da minha parte. Seria uma espécie de escolha por falta de alternativa”, afirmou na época.

Diop se redimiu com os marroquinos após marcar gol decisivo – Foto: David Ramos/Getty Images
Oito anos se passaram e o defensor, que atualmente está no Fulham, não teve oportunidades com Didier Deschamps. O Marrocos seguiu de olho no jogador, que aceitou defender os Leões do Atlas em março de 2026. Na época, as declarações do passado repercutiram negativamente.
Porém, com a aposentadoria da seleção de Romain Saïss e a lesão de Nayer Aguerd, Diop virou um jogador fundamental do sistema defensivo de Marrocos. O zagueiro conseguiu deixar todo o ressentimento da população para trás ao marcar o gol salvador nos acréscimos contra a Holanda, que levou o jogo para a prorrogação, com a vitória marroquina nos pênaltis. Agora, o defensor tem a missão de parar Kylian Mbappé, para igualar a melhor campanha da seleção em Copas.
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