Zaidu e Pietuszewski aumentam verticalidade no corredor esquerdo do FC Porto | OneFootball

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·26. Februar 2026

Zaidu e Pietuszewski aumentam verticalidade no corredor esquerdo do FC Porto

Artikelbild:Zaidu e Pietuszewski aumentam verticalidade no corredor esquerdo do FC Porto

Mais do que os esquemas, são na maioria das ocasiões as características dos jogadores que condicionam a dinâmica das equipas. No FC Porto, para lá do habitual 4x3x3 de Farioli, o padrão de jogo tem oscilado quase de encontro para encontro e, recentemente, essa oscilação acentuou-se por influência dos dois titulares no corredor esquerdo. Com Zaidu e Pietuszewski a começarem os jogos em simultâneo, o flanco canhoto ganhou maior verticalidade e, ciente do perigo criado aí, a equipa passou a privilegiar esse lado.

Ao analisar as zonas de ataque do FC Porto no último mês verifica-se uma diferença clara desde que a dupla Zaidu–Pietuszewski assumiu a titularidade. Mesmo existindo já uma tendência para o corredor esquerdo nos cinco jogos anteriores – com 38,4 por cento dos ataques por ali – essa tendência intensificou-se nos encontros com o Nacional e o Rio Ave, onde os dragões construíram grande parte do jogo pelo flanco canhoto (45,8 por cento). Trata‑se de uma diferença de quase 15 pontos face ao corredor direito (31,5 por cento) e de mais de 20 pontos relativamente ao corredor central (22,7 por cento).


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Isto explica‑se sobretudo pela matriz ofensiva que a dupla titular no lado esquerdo tem oferecido nos últimos dois jogos. Zaidu é um lateral que gosta de progredir em velocidade e estica o jogo com facilidade, enquanto Pietuszewski, por ser forte no um para um, funciona como referência para os companheiros ao procurar desequilíbrios no último terço. Foi precisamente por esse flanco que nasceu o golo que decidiu a partida com o Rio Ave: Gabri Veiga – também com tendência para cair para aquela faixa – encontrou o extremo polaco nas costas da defesa, seguindo‑se depois a assistência para o golo de Froholdt.

Comparando os dois jogos em que o FC Porto se mostrou mais orientado para a esquerda, contra o Nacional – onde o volume ofensivo foi menor – os ataques pelo flanco esquerdo situaram‑se nos 44 por cento. Na receção ao Rio Ave, com muitas iniciativas ao longo dos 90 minutos, os azuis e brancos concentraram 47,6 por cento dos ataques pelo corredor esquerdo. Quase metade do total de investidas, o que confirma a tendência da equipa em procurar o lado canhoto para criar caminhos até à baliza adversária.

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