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·2 January 2026

César Peixoto: «O golo da vitória não nos assentava mal»

Article image:César Peixoto: «O golo da vitória não nos assentava mal»

César Peixoto, treinador do Gil Vicente, reagiu, aos microfones da Sport TV, ao jogo de abertura da 17ª jornada da Liga Portugal Betclic, onde os gilistas arrecadaram um ponto diante do Sporting após um empate (1-1).

Treinador do Gil Vicente em discurso direto

Análise ao encontro: «Foi um jogo difícil perante uma boa equipa que sabíamos que ia causar muitos problemas. Acho que foi uma primeira parte muito tática. Ass duas equipas estavam bem organizadas a tentar aproveitar os espaços que cada uma ia manipular. Acho que foi um jogo equilibrado. O Sporting teve uma ou outra situação, depois, quando nós estávamos bem no jogo e organizados, acabámos por sofrer um golo. Com a equipa completamente equilibrada, viemos para o intervalo. O Sporting teve um pouco mais de bola, mas nós estávamos bem organizados à espera do momento certo.


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Depois, no intervalo, corrigimos uma coisa ou outra e a equipa transcendeu-se. Acho que, na segunda parte, fomos mais nós. Fomos à procura, fomos mais agressivos. Pressionámos alto na segunda parte praticamente toda. O Sporting ia tentar ir buscar as nossas costas. Nós fechávamos muito bem, fomos agressivos. Saltámos, saltámos, saltámos. Conseguimos condicionar e, depois da expulsão, nós voltámos a acreditar ainda mais. Fazemos um golo. Temos ali duas situações em que a bola andou ali a saltar, que podíamos ter feito o golo da vitória, que também não nos assentava mal. Mas pronto, uma equipa muito difícil que está a fazer um excelente campeonato. Acho que nós hoje demos uma boa resposta. Tentámos jogar de igual para igual com o Sporting, uma equipa grande que luta pelo título. 

Este é o nosso ADN, não mudamos. Tenho muito orgulho. Acredito nos meus jogadores, no trabalho que estamos a fazer. Não abdicam de jogar, não abdicam de pressionar alto. A nossa ideia é mesmo esta. E acho que ficou provado hoje que, independentemente do resultado, acho que nós tivemos outra vez caráter para ir à procura, não nos desorganizámos. Empatámos o jogo e, quem sabe, podíamos ter vencido.»

Jogar contra dez elementos: «Quando vi a expulsão, arrisquei mais. Peguei no Martin [Fernández], que é número 10. Ele é muito inteligente, taticamente. Já o coloquei a jogar, coitado, em quase todas as posições. Meti-o como lateral, não temos. O Konan está na seleção. Pusemos um Mutombo, que veio de lesão e acaba por sentir outra vez - que é uma coisa má que aconteceu. E o Facundo também. Arriscámos com dois avançados e fomos felizes. Acho que estávamos a precisar de mais presença na área. A equipa acreditou.

Feliz pelo Carlos que também passou uma travessia do deserto e acaba por fazer um golo importante para a confiança dele e para a equipa também. Mas, sobretudo, arriscámos tudo à procura da vitória, à procura de fazer um golo. Foi por pouco, mas parabéns à minha equipa e aos meus jogadores. Acho que fizemos um grande jogo.»

Carlos Eduardo: «Ele atravessou uma lesão de algum tempo. Tinha entrado até bem nos últimos jogos. Tínhamos cá o Pablo com o Varela. Estavam a ser as opções e ele acaba por entrar bem, mas foi um equipa que acho que a equipa empurrou completamente o Sporting. Tivemos 18 remates, dez no enquadrados. O Sporting tem quatro enquadrados. Fomos mais incisivos na frente, a chegar lá mais na frente, a criar muito perigo nas bolas paradas também. Tudo trabalhado. Tudo trabalho de casa para nós conseguirmos aqui manipular e sermos fortes também nesse momento.

O Carlos foi feliz. Fico feliz por ele porque é importante para a confiança dele, alguém que esteve muito tempo lesionado. Mas o importante é o coletivo e uma equipa que acredita, que trabalha, que sabe o que há de fazer. Sabe o que fazer sem bola, sabe o que fazer com bola, que joga de igual para igual, independentemente de qual é o resultado. Tanto a perder, ou a ganhar, ou empatando. Joga sempre da mesma forma. Sempre à procura de mais um golo e de querer chegar lá na frente. Alargámos aqui o histórico da primeira volta na Primeira Liga do clube também. É importante para nós. Queríamos ter vencido, não vencemos, mas fica um bom jogo da minha equipa.»

Filipe Luís, treinador do Flamengo, esteve na bancada: «Eu estou de consciência tranquila. Sei do trabalho que estamos a fazer, sei do projeto em que estamos inseridos. O nosso projeto não é só resultados. Resultados são importantes e alavancam o clube como um todo e para estar a crescer da forma como está a crescer em todos os departamentos. Mas sei que também é valorização dos jogadores, valorização de ativos. É um clube que não tem SAD, não tem investidor. Acho que fizemos um bom trabalho de casa no mercado. Temos dois jogadores por posição, temos muitos jogadores com qualidade, jovens, que é natural que se valorizem com esta campanha que estamos a fazer. Não só pela campanha, sinceramente. Acho que pela ideia de jogo, pela forma como jogamos, audaz, com a capacidade de ter bola, com a capacidade de pressionar, a querer ser protagonistas. Isto espelha mais e dá mais nas vistas para quem vem ver os jogadores, é isso é natural.

Mas estou muito tranquilo em relação a isso. Nós, internamente, sabemos bem o caminho que temos de percorrer, por isso não estou minimamente preocupado se vai sair mais alguém ou não, porque nós temos de fazer o nosso caminho. A valorização dos jogadores faz parte do nosso trabalho. Eu sou um treinador de projeto, por isso fico feliz se acontecer com o Pablo. Fiico extremamente feliz e orgulhoso pelo bocadinho que eu consegui ajudá-lo crescer. Temos de ver as coisas sempre de uma forma positiva para nós conseguimos crescer enquanto clube, crescer enquanto equipa, crescer enquanto equipa técnica e acho que os resultados estão à vista.»

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