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·28 February 2026

Herança de Pinto da Costa: filho do ex-presidente do FC Porto sofre derrota em tribunal contra a madrasta

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Um ano depois do falecimento de Jorge Nuno Pinto da Costa, a disputa pela herança volta a colocar a família em rota de colisão. Alexandre, o filho primogénito do histórico presidente do FC Porto, intentou dois processos contra a sua madrasta, Cláudia Campo, exigindo 3,69 milhões de euros e denunciando alegada delapidação do património. No mês passado sofreu, contudo, a primeira derrota em primeira instância.

A antiga trabalhadora bancária, de 49 anos, afirmou ao CM que “o juiz considerou que o caso não tinha viabilidade para ter seguimento”, e aguarda agora a eventual interposição de recurso por parte do enteado.


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O que está em causa? Pouco antes de morrer, a 15 de fevereiro de 2025, Pinto da Costa alterou o testamento, deixando a Alexandre apenas a quota legitimária mínima e excluindo-o da parte disponível. O testamento contemplava apenas a companheira, Cláudia, e a filha mais nova, Joana.

É sabido que Alexandre manteve uma relação conflituosa com o pai e passaram longos períodos sem contacto. Ainda assim, enquanto herdeiro legitimado contestou os valores que lhe foram atribuídos, mostrando estranheza pelo facto de as contas do progenitor surgirem praticamente a zeros, apesar dos cerca de 10 milhões de euros que o dirigente terá auferido ao longo das décadas como presidente da SAD. Colocou também questões sobre a venda alegada de ações por 350 mil euros e o desaparecimento de parte da coleção de obras de arte e relógios do museu pessoal do pai, avaliada em centenas de milhares de euros.

Indignado, apresentou duas ações no Juízo Central Cível do Porto, em março do ano passado: numa reclama quase 3,7 milhões de euros; na outra, acusa a madrasta de dissipação de património. Segundo o último testamento, Pinto da Costa terá deixado a Alexandre apenas um apartamento T1 no Porto e algumas obras de arte.

Fonte próxima de Cláudia Campo disse à ‘Nova Gente’ que o processo a deixou muito abalada. A viúva acabou por sair do banco onde trabalhava, tanto por acordo profissional como para afastar-se da exposição mediática e dos comentários. “A Cláudia deixou-se afetar bastante com a situação do tribunal e agora tenta ao máximo proteger a sua saúde e a dos pais. Não quer confusões, só quer estar em paz”, assegura.

“Ela já sabia que tudo isto podia vir acontecer, inclusivamente chegou a conversar com Jorge Nuno Pinto da Costa sobre esta possível guerra, mas no fundo nunca se está preparado. Ela vem de uma família muito discreta e nunca se imaginou em tribunal a ter que prestar contas daquilo que tem”, relata a mesma fonte. “O Alexandre reclama quase 3,7 milhões de euros, mas esse valor não existe. Ele acha que o pai tinha milhões, o que não é verdade. Ele não sabia o que o pai tinha, porque não tinham uma relação próxima. Esse valor é um absurdo. De qualquer forma, de certeza que ele não vai desistir e vai avançar com um recurso”, acrescenta.

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