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·16 de junio de 2026
Contestado, Cédric desconversa sobre permanência no São Paulo: “Não consigo responder de forma definitiva”

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Contestado pela maioria da torcida do São Paulo, o lateral-direito português Cédric Soares concedeu entrevista ao portal ‘Globo Esporte’, na qual abordou as especulações sobre seu futuro profissional e detalhou sua adaptação ao futebol brasileiro. Embora tenha adotado tom cauteloso ao ser questionado sobre uma possível transferência, o jogador reiterou seu contentamento com a estrutura da agremiação e com a rotina na capital paulista.
“O São Paulo é uma instituição de grande magnitude. Possuo contrato em vigor, estou feliz e minha família encontra-se plenamente adaptada à cidade, que é incrível. Sinto o respaldo do elenco, que me acolheu de forma muito positiva”, declarou o defensor.
O atleta destacou o fervor cultural do país em relação ao esporte como um diferencial em sua carreira. “Residir em São Paulo e defender este clube constitui uma experiência singular. O contato com os torcedores nas ruas demonstra o orgulho e o impacto que causamos nas famílias. São vivências típicas de nações latinas, onde o futebol é vivenciado com extrema paixão”, ponderou.
Ao projetar a sequência de sua carreira, Cédric evitou definições de longo prazo. “Não consigo responder de forma definitiva (sobre a permanência), mas, no momento presente, sinto-me feliz e adaptado. Pretendo continuar contribuindo e o futuro pertence a Deus”, concluiu.
Ao analisar sua trajetória recente no clube, o lateral relembrou a alta minutagem que obteve sob o comando do argentino Luis Zubeldía no último ano, quando participou de 44 partidas — marca que superou seus recordes anteriores em nível de clubes, assemelhando-se apenas aos seus períodos de maior atividade pela seleção de Portugal.
Cédric também comentou sobre as oscilações sofridas durante a passagem do técnico Hernán Crespo pelo comando tricolor, minimizando eventuais atritos e ressaltando o foco no aprendizado institucional.
“São momentos distintos dos atletas e decisões dos treinadores. Naquele período, talvez eu não fosse visto como titular absoluto e ele optou por outras alternativas, assim como em outros momentos fui titular incontestável. Cheguei a atuar com uma fratura no dedo do pé devido à necessidade da equipe em contar com meu apoio. Faço questão de ressaltar que não vinculo isso especificamente ao Crespo, pois lido de forma natural com visões técnicas divergentes”, explicou.
Por fim, o defensor português avaliou a pressão externa que culminou no desgaste do trabalho de Roger Machado no clube. Segundo o atleta, o elenco estava ciente do ambiente adversoizado pela imprensa e pela torcida, embora tentasse blindar o dia a dia de treinamentos.
“A pressão sobre o Roger era evidente desde o princípio. É natural que os jogadores sintam esse reflexo; a informação nos atinge mesmo que tentemos evitar o noticiário diário. Diante disso, o grupo buscou união e foco no trabalho produtivo para oferecer uma resposta em campo”, relatou Cédric.
O lateral concluiu destacando o esforço do plantel em assimilar a metodologia do treinador, apontando a ausência de placares favoráveis como o fator determinante para a descontinuidade do trabalho: “O Roger possui características de trabalho distintas das do elenco anterior, mas o grupo buscou abraçar sua filosofia. Em determinados momentos, contudo, falhamos em converter o desempenho em vitórias, e sabemos que, no futebol, o resultado é o fator crucial”.
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