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·21 de enero de 2026

IFAB propõe mais competências para o VAR e redução de interrupções

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Numa nota divulgada após a reunião realizada em Londres na terça-feira, a entidade responsável pelas leis do futebol apresentou propostas destinadas a tornar as partidas mais fluidas, reduzir os períodos de interrupção e alargar as situações que o VAR pode analisar.

“A intervenção do VAR deve manter-se limitada às quatro situações factuais de mudança de jogo (golos, grandes penalidades, cartões vermelhos diretos e erros na identificação), mas com três extensões específicas que não devem abrandar o fluxo do jogo”, justificou a IFAB.


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Nesse sentido, os reguladores propõem que os “VAR possam rever cartões vermelhos resultantes de erros factuais na amostragem de cartões amarelos, bem como em casos em que a equipa errada seja penalizada por uma infração resultante em cartões vermelho ou amarelo.

“A reunião de trabalho anual propõe ainda permitir que os VAR possam rever lances de canto claramente concedidos de forma errada, desde que possa ser feito imediatamente e sem atrasar o reinício da partida”, detalhou a IFAB.

Estas medidas poderão ser aprovadas na próxima assembleia geral, agendada para 28 de fevereiro, no País de Gales.

No capítulo das interrupções, e na sequência das reacções positivas à limitação de os guarda-redes manterem a bola na mão por mais de oito segundos – com contagem decrescente pelos árbitros – a IFAB propõe alargar essa regra aos lançamentos de linha lateral e aos pontapés de baliza.

Propõe-se igualmente que os jogadores que saiam do relvado para serem assistidos permaneçam fora do terreno por um período fixo após o reinício, sendo a duração desse intervalo ainda a definir.

“A reunião também concordou em impor um limite de 10 segundos para os jogadores deixarem o campo após serem substituídos”, prosseguiu a IFAB, dando ainda a sua anuência à continuidade dos testes com a tecnologia dos foras de jogos semiautomáticos — a lei Wenger, quando o corpo do atacante ultrapassa por completo o do penúltimo defensor e não só uma parte – e do assistente de vídeo, utilizado no Mundial sub-17, que Portugal venceu, que permite aos treinadores solicitarem a revisão de lances específicos, quando não existem meios para VAR na sua plenitude.

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