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·1 de abril de 2026
Olten agenda votação no Conselho para expulsão de dupla acusada pelo Escândalo do Camarote

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O Conselho Deliberativo do São Paulo definiu para a próxima quarta-feira, 8 de abril, a votação sobre as punições a Mara Casares e Douglas Schwartzmann, após o Comitê de Ética avalizar pela expulsão de ambos por participação no conhecido Escândalo do Camarote, onde foram flagrados em áudio negociando a venda de um espaço no Morumbi exclusivo do clube para um show da cantora colombiana Shakira, no ano passado.
A data foi estabelecida pelo presidente do órgão, Olten Ayres de Abreu. A decisão do Comitê de Ética foi de forma unânime. A sessão será realizada com voto secreto e exigência de maioria qualificada de dois terços dos conselheiros aptos. O presidente tricolor, Harry Massis Júnior, já antecipou que votará pela expulsão da dupla.
O documento que embasa a reunião aponta enquadramento por “prática de gestão irregular e temerária”, cuja penalidade prevista é a eliminação. A pauta encaminhada aos conselheiros prevê a apreciação do parecer da Comissão de Ética, com votação pela aprovação ou reprovação de um conjunto de recomendações. Entre elas, a rejeição das preliminares apresentadas pelas defesas e, no mérito, a condenação de ambos por gestão irregular e temerária, com pena de eliminação, além de dano à imagem do clube, com suspensão de 360 dias.
Também será deliberada a aplicação da eliminação do quadro associativo, com perda de mandato e inelegibilidade, o reconhecimento do dever de reparação de prejuízos materiais e a possibilidade de eventual penalidade diversa a critério do plenário. O relatório da comissão de ética, assinado por seus cinco integrantes, sustenta que o caso não se resume a falha administrativa, mas a uma sequência de atos incompatíveis com os padrões de governança do clube.
A tentativa de desqualificar o áudio de 44 minutos foi afastada com base em dois laudos independentes que atestaram a integridade do material, além da confirmação do conteúdo pela própria Mara em audiência.
As preliminares levantadas pelas defesas — como decadência do prazo, cerceamento e pedido de suspensão até o fim do inquérito policial — foram rejeitadas. No mérito, a comissão concluiu que houve cessão irregular de ativo institucional, exploração comercial por terceiros e tentativa de evitar que o caso viesse a público, configurando gestão temerária nos termos da Lei do Profut.
O documento também aponta dano reputacional ao clube, reforçado por depoimentos internos que indicaram impacto em negociações comerciais.
O caso tem origem na utilização do camarote 3A do Morumbi, espaço institucional vinculado à presidência, durante o show da cantora Shakira, em fevereiro do ano passado. Segundo a apuração, o espaço teria sido repassado informalmente e acabou explorado comercialmente por terceiros, gerando faturamento de cerca de R$ 132 mil.
Em áudios que vieram a público, os dois envolvidos discutem a operação e admitem irregularidades, com Schwartzmann afirmando: “Houve negócio aqui em que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou”.
A situação se agravou quando a intermediária da operação acionou a Justiça após conflito com uma empresa parceira, levando os dirigentes a pressioná-la para retirar a ação. A repercussão do caso resultou no afastamento dos envolvidos, abertura de sindicâncias e desdobramentos políticos internos que culminaram na renúncia de Júlio Casares à presidência e na demissão de nomes ligados à condução do episódio.









































