Proposta recusada de concorrente e insatisfação com os números podem levar Conselho a rejeitar renovação com a New Balance | OneFootball

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·1 de abril de 2026

Proposta recusada de concorrente e insatisfação com os números podem levar Conselho a rejeitar renovação com a New Balance

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Insatisfação com os números apresentados e a revelação da recusa de uma oferta de R$ 40 milhões por parte da Penalty, concorrente que tem vínculo emocional com os são-paulinos, poderão levar o Conselho Deliberativo do São Paulo a rejeitar o acordo de renovação do contrato do clube com a New Balance

O AVANTE MEU TRICOLOR apurou que conselheiros estariam se movimentando nos bastidores para impedir que a renovação com a New Balance seja levada a votação sem debate prévio.


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O tema foi adicionado à pauta de uma reunião extraordinária marcada para o próximo dia 6 (segunda-feira), mas há articulação para adiar a deliberação e ampliar a discussão antes de qualquer decisão.

O movimento inclui a tentativa de convocar o diretor de marketing Eduardo Toni para prestar esclarecimentos formais.

A estratégia passa por um requerimento ao presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu Júnior, com pedido para que a demanda seja encaminhada ao presidente do clube, Harry Massis Júnior.

Os conselheiros mais críticos consideram que, embora os contratos tenham sido disponibilizados, há pressa da atual gestão em submeter o tema a votação.

Internamente, o ponto central da resistência está no peso do vínculo proposto. Trata-se de um contrato até 2032, com multa rescisória inicial de R$ 200 milhões, estruturada em modelo decrescente ao longo dos anos: ela começa nesse patamar em 2026 e vai sendo reduzida progressivamente até chegar a R$ 50 milhões no último ano, com exigência de aviso prévio de 180 dias para eventual rompimento.

Além da duração e da penalidade elevada, o acordo prevê incremento relevante de receitas. A projeção é de crescimento de até 40% em relação ao contrato atual, que renderia até R$ 25 milhões por temporada.

No novo modelo, a faixa anual ficaria entre R$ 30 e 35 milhões, combinando valores fixos e variáveis. A estrutura de royalties será mantida, mas com uma alteração importante: passará a haver um piso de R$ 15 milhões, independentemente do volume de vendas.

Nos bastidores, a discussão também é atravessada pela revelação de que o clube recusou abrir conversas com a Penalty, que procurou Toni e ofereceu valores brutos imediatos maiores, que giravam entre R$ 35 e 40 milhões. Fora do mercado há algum tempo, a marca paulista busca retornar ao cenário de fornecimento de uniformes esportivos a clubes grandes e tinha como alvo o Tricolor pela ligação histórica com a equipe (era a marca que vestiu o time bicampeão mundial em 1992 e 1993).

A avaliação interna, contudo, é de que o acordo coma New Balance seria mais positivo ao Tricolor, permitindo uma exposição maior da sua marca, uma rede de distribuição mais sólida e valores variáveis que poderiam girar até em R$ 60 milhões ganhos por ano.

Alegações essas que também motivam a parte dos conselheiros cobrar explicações do diretor de marketing no órgão nos próximos dias.

O assunto uniforme é mais um gatilho de complicação do ambiente pelo momento político do clube. A recente rejeição do balanço financeiro de 2025, ainda ligado à gestão de Júlio Casares, expôs fragilidades na articulação interna. A votação terminou com rejeição de 88,6% dos votos, após uma primeira tentativa ser anulada por erro no sistema, e foi interpretada por muitos no clube como sinal de desgaste.

Há, porém, uma leitura distinta dentro da atual administração. Fontes próximas à gestão minimizam o impacto do episódio e avaliam que o placar expressivo refletiu uma reação direcionada a Casares, sem necessariamente indicar perda de base de apoio atual. Com quórum de maioria simples previsto para a aprovação do novo contrato, existiria confiança de que a renovação será validada, mesmo diante da tentativa de ampliar o debate.

O acordo inicial entre São Paulo e New Balance se iniciou em janeiro de 2024 e tem duração até o fim de 2027. A renovação já era para estar selada no final do ano passado, mas acabou adiada por conta dos problemas de bastidores do clube, que culminaram na renuncia de Julio Casares da presidência.

Em um primeiro momento, é mais um parceiro comercial do Tricolor que garante a manutenção no clube pelo menos até 2030, ano em que será comemorado o centenário. Outros patrocinadores, como a Superbet, já prorrogaram seus vínculos.

Com a renovação encaminhada, o acordo passará a ter duração total de nove anos, consolidando uma das relações mais longevas do futebol brasileiro no segmento. Se tratando de São Paulo, se cumprido o novo contrato na íntegra, a New Balance será a empresa que forneceu por mais tempo seguido os uniformes para o clube. Adidas (1985-1991), Penalty (1991-1996) e Reebok (2006-2012), cada uma com seis anos, são as atuais recordistas.

Desde o início da parceria, a New Balance é responsável pela produção dos uniformes das equipes masculina e feminina do São Paulo, abrangendo todas as categorias, das divisões de base ao elenco profissional. O contrato também inclui o desenvolvimento de produtos licenciados e ações comerciais conjuntas.

Vale lembrar que a marca estadunidense neste ano deixa de atender exclusivamente o São Paulo. Ela também passará a fornecer os uniformes do Grêmio, o que na prática faz com que a carência de um ano de atendimento único ao Tricolor, previsto no contrato, nunca ser cumprido (o clube do Morumbi permitiu que a New Balance continuasse atendendo o Bragantino até o término do Campeonato Paulista do ano passado).

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