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·18 de junio de 2026
Olten sofre novo pedido de expulsão no Comitê de Ética por ‘carro gate’

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O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, tornou-se alvo de uma nova representação na Comissão de Ética do clube.
Um grupo de sócios e conselheiros protocolou um pedido de abertura de procedimento disciplinar que pleiteia a sua expulsão do quadro associativo. A denúncia aponta supostas irregularidades e desvios de conduta na gestão de despesas de um veículo institucional que estava sob sua responsabilidade.
A peça fundamenta-se em uma reportagem da ‘ESPN‘ no início do mês, que revelou gastos superiores a R$ 100 mil absorvidos pelo São Paulo e pela montadora Volvo Car Brasil relacionados ao automóvel cedido ao dirigente. No período em que esteve sob a posse do presidente do Conselho, o veículo acumulou 171 infrações de trânsito, além de despesas com manutenção corretiva e trâmites administrativos.
Os signatários do requerimento alegam que a gravidade dos fatos demanda rigorosa investigação, visto que envolvem o mandatário do órgão encarregado de fiscalizar o cumprimento estatutário e zelar pelo patrimônio do clube.
Foram anexados à denúncia documentos internos obtidos pelos conselheiros, tais como um orçamento de oficina mecânica orçado em R$ 23.116,80, uma ordem de compra emitida pelo próprio São Paulo para cobrir os serviços e registros de e-mails corporativos debatendo a execução dos reparos.
Para os autores, o cenário extrapola o mero desalinhamento administrativo, podendo configurar quebra de decoro e violação dos deveres estatutários de lealdade para com a instituição.
Esta é a segunda representação de teor gravoso enfrentada pelo chefe do legislativo tricolor na comissão disciplinar. Abreu já responde a um processo interno instaurado para apurar supostas violações ao Estatuto Social do São Paulo durante a condução das reuniões da junta encarregada de formular a última reforma estatutária da entidade.
No âmbito desse primeiro processo, a Comissão de Ética identificou indícios suficientes para recomendar o afastamento cautelar do dirigente da presidência do Conselho até a conclusão das investigações. A recomendação foi submetida ao plenário e rejeitada em uma das votações mais polarizadas da história recente do clube: por 120 votos a 118, os conselheiros optaram por manter o presidente no cargo.
Instado a se manifestar, Abreu informou que recebeu a nova notificação com “absoluta tranquilidade”, classificando os argumentos como reedições de fatos que já vêm sendo discutidos de forma pública.
Em nota oficial encaminhada à imprensa, o mandatário esclareceu que o automóvel em questão foi disponibilizado à agremiação por meio de um acordo comercial regular de patrocínio ou parceria firmado entre o clube e a Volvo Car Brasil. Segundo ele, as análises sobre o caso devem pautar-se estritamente nas cláusulas de responsabilidade civil previstas no contrato de locação ou comodato da frota.
O dirigente rebateu as teses de obtenção de benefício pessoal ou de dilapidação do patrimônio do São Paulo, asseverando que a imputação de acusações desta magnitude exige individualização e provas materiais robustas. A defesa contestou a validade dos números globais trazidos pelos denunciantes.
“A referência a números globais e valores consolidados não substitui a necessidade de comprovação específica dos fatos alegados, especialmente quando se pretende atribuir responsabilidades pessoais ou supostos benefícios individuais”, diz um trecho do comunicado.
Para sustentar sua versão e contrapor o relatório de 171 infrações, Olten disponibilizou uma certidão negativa de débitos emitida pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que atesta a inexistência de penalidades ou multas de trânsito registradas em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) desde o ano de 2021. O documento será formalmente anexado à sua peça de defesa técnica junto ao Conselho.







































