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·27 janvier 2026
Comissão de Ética do Corinthians recebe caso Andrés e abre processo disciplinar

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O Conselho Deliberativo do Corinthians emitiu nesta terça-feira o despacho sobre o caso de Andrés Sanchez, ex-presidente do Timão investigado por suposto uso indevido do cartão corporativo do clube no seu último mandato, entre 2018 e 2020.
A Gazeta Esportiva teve acesso ao documento, assinado por Romeu Tuma Júnior, presidente do CD. Nele, Tuma diz que a defesa de Andrés alega que não teve direito a ampla defesa e determina que o ex-presidente deve ressarcir os valores gastos com cartão do clube, adotando a sugestão da Comissão de Justiça.
Além disso, o presidente do Conselho Deliberativo comunica o afastamento de Andrés até o fim das apurações, como sugeriu Leonardo Pantaleão, vice do CD e presidente da Comissão de Ética, no fim do ano passado. Até então, Sanchez estava afastado por vontade própria.
A reportagem apurou que, para afastar Andrés, Romeu se baseou na Lei Geral do Esporte, uma vez que o ato não é previsto no estatuto do Corinthians. De acordo com o regimento, o afastamento deveria ter sido votado no plenário do CD.

(Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)
A Comissão de Ética do Corinthians recebeu o caso e, prontamente, emitiu sua resposta. No despacho, ao qual a Gazeta Esportiva também teve acesso, o presidente do órgão, Leonardo Pantaleão, deu abertura ao procedimento disciplinar e já excluiu a possibilidade de arquivamento liminar do caso.
Além disso, Pantelão designou a si mesmo como relator responsável pela condução do processo.
Após estudar o caso, a Comissão de Ética irá recomendar eventuais punições a Andrés Sanchez. Como apurou a reportagem, existe uma alta possibilidade do parecer sugerir a expulsão do ex-presidente.
Em seguida, Romeu Tuma Júnior colocará a pauta para ser votada no plenário do Conselho Delibartivo. Se houver aprovação, Andrés Sanchez pode ser definitivamente expulso do Corinthians.
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Conforme revelou a Gazeta Esportiva, a Comissão de Justiça do Corinthians identificou uma série de gastos considerados suspeitos e que não teriam relação com os compromissos de um presidente.
O órgão listou, a princípio, 50 despesas, com identificação de locais e valores que, somados chegam a R$ 190.523,54. Entre as principais cobranças separadas e revistas pela CJ, estão despesas com hospitais, clínicas e farmácias, em lojas de móveis e eletrônicos, além de custos com uma empresa de taxi aéreo e centros automotivos.
Os membros da Comissão de Justiça do Corinthians entendem que não há nenhum tipo de comprovação de que tais compras foram feitas para uso do clube ou necessidade do mandatário. As despesas não possuem nenhum tipo de comprovante anexado.
Andrés Sanchez também foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) duas vezes. A primeira denúncia de apropriação indébita agravada continuada, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário, havia sido parcialmente rejeitada pela juíza da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital, Marcia Mayumi Okoda Oshira.
Contudo, o MP-SP, por meio do promotor Cássio Roberto Conserino, recorreu da decisão. Diante da decisão, a magistrada determinou a suspensão da decisão favorável ao ex-presidente do Timão e repassou o caso ao Tribunal de Justiça de São Paulo. O processo, neste momento, segue suspenso até que o TJ-SP se manifeste sobre a continuidade ou não da juíza à frente dos trâmites judiciais.
Posteriormente, Andrés foi denunciado pelos crimes de lavagem de dinheiro e crimes tributários. O órgão cobrou, ainda, um novo ressarcimento financeiro ao clube do Parque São Jorge. A nova denúncia do MP-SP diz respeito a supostos gastos pessoais do ex-presidente no cartão corporativo do Corinthians entre os meses de agosto e setembro de 2020, seu último ano de gestão. Agora, cabe a um juiz acatar ou não a denúncia.
Por Tiago Salazar e André Costa









































