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·18 febbraio 2026
Entre Vinícius e Prestianni, há quem use a causa para propaganda

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·18 febbraio 2026

Infelizmente há gente que pega num problema sério da sociedade e usa isso como arma para dividir, e no processo acaba a fazer precisamente aquilo que diz combater. Vamos a factos do ruído.
Hoje, quase ninguém quer saber da verdade, querem é escolher um lado. Os brasileiros fecham fileiras com o Vinícius Jr, os argentinos fecham fileiras com o Prestianni. Depois tens os adeptos anti Real Madrid, que se encostam a um lado por ódio ao clube, e tens os adeptos do Real, mais rivais do Benfica, que se encostam ao outro lado por conveniência. Isto não é justiça, é clubite, é guerra de bandeiras e de ego. E no meio disto tudo, aparecem os habituais ex jogadores e comentadores a fazerem figura de moral superior, mas sempre a proteger os mesmos, os “intocáveis”, os “putos ricos” do futebol, como se isso lhes desse automaticamente razão.
Só que o fundamental perdeu-se. Quem sofre racismo, xenofobia e homofobia a sério não é quem joga num estádio e entra num carro com motorista. É quem é barrado numa porta pela cor da pele, é quem leva bocas e pancada na escola, é quem é humilhado num centro de saúde, é quem vive isto todos os dias, sem câmaras, sem comunicados, sem trending topics.
E depois aparece o artista do costume, Bruno Andrade, a aproveitar o caso para atacar Portugal e tentar colar rótulos a uma sociedade inteira. O mesmo Bruno Andrade que já foi apontado por jogadores da própria nacionalidade por causa de notícias falsas, e que mesmo assim continua a posar de juiz moral. Agora veio com a conversa do “racismo estrutural” porque, na televisão, não viu “um único comentador preto” a analisar o caso. É o clássico, mete um “eu amo Portugal” para aquecer o discurso, e a seguir despeja a acusação em bloco, como se fosse dono da verdade, e como se não houvesse um processo em curso para apurar factos.

E o mais grave é isto, elogiam Mbappé como se fosse fonte perfeita, quando as imagens públicas não mostram o francês perto no momento em que diz ter ouvido tudo. Portanto, não é comentário, é militância. Não é análise, é ataque, e como sempre, com o Benfica no alvo.
Se o Bruno Andrade está mesmo tão preocupado com representação, então faça o gesto que tanto exige aos outros, ceda o lugar. Há gente competente, responsável e séria, pronta para fazer melhor serviço, sem usar um problema real como arma de propaganda.









































