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·5 gennaio 2026
Thiago Silva: «O presidente mandou-me uma carta linda que me deixou muito emocionado»

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·5 gennaio 2026

Em entrevista aos meios de comunicação do FC Porto, Thiago Silva, aquisição dos azuis e brancos no mercado de inverno, abordou várias temáticas, desde as recordações associadas à primeira passagem no emblema da Invicta aos elogios sobre o estilo de jogo praticado pelos comandados de Farioli. O experiente central também 'abriu o livro' sobre o processo negocial que originou o retorno ao Dragão, dirigindo palavras bonitas a André Villas-Boas.
Regresso ao FC Porto após 22 anos depois: «É um momento único na minha vida. Agradecer ao FC Porto e ao presidente pela oportunidade de voltar aqui e vestir esta camisola pela segunda vez. Na primeira passagem, eu não tive a oportunidade de vestir a camisola da equipa principal e de disputar a I Liga. Estou muito feliz e muito motivado por este meu retorno.» Porque é que não tiveste uma oportunidade numa equipa que havia sido campeã da Europa?: «Acho que muitas coisas influenciaram para que eu não pudesse dar sequência. Uma das principais situações foi a minha tuberculose, que acabei por saber quando cheguei ao FC Porto Enquanto eu estava a treinar e a jogar, eu não sabia sobre o grande problema que eu estava a passar. Eu não conseguia ter rendimento, não conseguia treinar bem, o meu peito doía bastante e a cabeça também. Só que não foi encontrado naquela ocasião o que eu tinha. Depois acabei por sair para o Dynamo Moskva. Fizemos um conjunto de exames para saber o porquê desta dor tão grande no meu pulmão, no meu peito. Percebi nesse momento que tinha tuberculose. Eu não passo essa responsabilidade para as pessoas do FC Porto, mas realmente eu não estava nas melhores condições.»
«Eu não me lembro de ter jogado 14 jogos pela equipa B. Passei um momento muito difícil da minha carreira. Acho que foi um dos piores da minha vida. Graças a Deus, o 'Pai do Céu' faz as coisas tão perfeitas que hoje eu estou aqui para poder fechar um ciclo que não foi fechado lá atrás.» A forma de estar dos dragões: «O FC Porto é uma equipa que joga para vencer todos os jogos, em todos os escalões. A equipa atual é muito forte, gosta de jogar para frente e de controlar o jogo. Eu disse ao mister [Farioli] que isso me fascina. Os adversários sofrem porque a equipa explora bem os espaços e as zonas onde tem superioridade. Isso fascina-me um pouco. Eu venho para tentar acrescentar. O clube está a fazer uma temporada incrível, é a equipa que mais pontuou na primeira volta na história do campeonato português. Então, eu fico feliz de estar a chegar num momento assim e espero conseguir ajudar.» A possibilidade de conquistar a Liga Europa pela primeira vez: «É verdade. É um pouco estranho, porque as pessoas falam várias vezes, 'tu nunca ganhaste a Liga Europa'... eu nunca joguei essa competição. Este ano, eu tenho uma oportunidade. Espero que a equipa faça uma grande temporada e que consiga manter o nível exibicional na segunda metade da época. Quem quer chegar longe e vencer títulos, não pode ficar satisfeito com, apenas, uma vitória. Eu tenho um grande problema... gosto muito de ganhar e não gosto de perder. Eu sou insaciável, quero sempre mais.» Nos dias de hoje, qual seria o valor da dupla Thiago-Pepe?: «Não sei mensurar em termos de valores, mas com certeza não seria pouco. O Pepe também fez uma carreira linda. Fico feliz de ter jogado contra ele, porque é um jogador de alto nível e dispensa comentários. Naquela época, os números eram outros, então é difícil falar algum montante específico.» A atmosfera vivida no Estádio do Dragão: «É um ambiente diferente, diferenciado. Eu costumo ver vários jogos em todos os campeonatos e escuto os jogadores a falarem dos seus adeptos. Os simpatizantes do FC Porto sempre foram muito acarinhados pelos atletas. Quando estava na equipa B, eu acompanhava alguns jogos, ia a alguns estádios. Eu fui ao estádio do SC Braga, por exemplo, e os adeptos dos azuis e brancos estavam sempre presentes. São a 'vida' do clube. O clube sem os adeptos é uma instiuição praticamente 'falida'.» Uma negociação simples: «Eu, o presidente [André Villas-Boas] e o mister conversámos uma vez. Falámos por chamada de vídeo e praticamente o acordo ficou selado. Claro que teve outras coisas envolvidas, que demoraram um pouquinho mais. Chegou uma camisola para mim no Rio de Janeiro. O presidente mandou-me uma carta linda, que me emocionou muito. Esse momento foi a confirmação de tudo o que eu iria viver. Então fica aqui o meu agradecimento a ele e ao mister também.» O bom ambiente do grupo e a redenção de Farioli: «Eu estou super feliz de estar aqui, super alegre. Sinto-me leve. Quando eu vejo as partidas pela televisão , o pós-jogo, a comemoração dos golos, entendo o bom ambiente que se vive. Poucas vezes vi uma equipa assim, honestamente. Eu acho que o Farioli tem uma grande participação nisso.»
«Se nós conseguissemos, de alguma forma, chegar ao final da temporada e premiar a comissão técnica com o título, seria algo incrível , porque eu acompanhei um pouco da carreira do mister. Sei o que ele passou no Ajax, em que perdeu o campeonato no final da temporada, um título que estava praticamente ganho. A verdade é que eu vejo o perfil do mister em todos os jogadores. A vontade de não esmorecer e de não deixar cair o que está a ser feito. No futebol, tudo pode acontecer e tenho certeza que ele não quer que aconteça de novo.»









































