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·22 de janeiro de 2026

Atlético empata com o América em clássico de ânimos exaltados

Imagem do artigo:Atlético empata com o América em clássico de ânimos exaltados

Foto: Pedro Souza / Atlético

Por: Thiago Florêncio


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Em jogo disputado sob chuva na Arena Independência, em Belo Horizonte, América e Atlético empataram por 1 a 1 nesta quarta-feira (21). Gabriel Barros colocou o América em vantagem, mas Reinier respondeu ainda no primeiro tempo, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro.

Pensando em polpar algumas peças para o superclassico, o técnico Jorge Sampaoli escalou sua equipe em um esquema no 3-2-5, com três zagueiros de origem: Ruan, Vitor Hugo e Alonso. E no comando de ataque, Cuello e Rony foram os escolhidos. A partida também marcou as estreias de Victor e Angelo Preciado. 

Equilíbrio em campo e clima quente à beira do gramado

O Atlético começou o clássico tomando a iniciativa no Independência. Assumiu a posse, adiantou as linhas e impôs intensidade desde os primeiros minutos. A pressão pós-perda funcionou bem, encurtando o campo e obrigando o América a jogar em transição, apostando quase exclusivamente nos contra-ataques.

Mesmo com menos a bola, o América foi quem criou o primeiro lance de perigo. Aos 14 minutos, Person cobrou falta com força, e Everson espalmou para escanteio. Na sequência, o próprio meia levantou na segunda trave. Paulo Victor finalizou, Everson voltou a salvar, mas no rebote Gabriel Barros apareceu livre para abrir o placar.

O gol não diminuiu o ritmo do Atlético. O time manteve o volume, ocupou o campo ofensivo e passou a rondar a área americana com mais frequência. A resposta veio aos 29 minutos. Igor Gomes cobrou falta com precisão, a bola explodiu no travessão e sobrou para Reinier, que testou firme para empatar.

Depois da primeira meia hora, o jogo ganhou contornos mais equilibrados. O Atlético seguiu agressivo, mas encontrou um América mais organizado, com linhas compactas e melhor leitura defensiva para fechar os espaços entre setores.

A virada alvinegra chegou a acontecer. Preciado foi ao fundo e cruzou. Léo Alaba dividiu com o goleiro Gustavo, que soltou a bola. Cuello aproveitou a sobra e marcou. O VAR, porém, apontou irregularidade no lance, e o árbitro anulou o gol.

Nos minutos finais da etapa inicial, o clássico ficou mais quente. As disputas ficaram mais duras, e o clima esquentou em campo. O América ainda levou perigo em escanteio fechado de Person. Ricardo Silva subiu junto com Everson, que salvou o Atlético mais uma vez.

Na saída para o intervalo, o clima esquentou. O técnico Jorge Sampaoli e Alberto Valentim discutiram na saída do campo de jogo, inflamaram os ânimos e precisaram ser contidos por membros das comissões técnicas.

O Atlético foi superior em proposta e controle territorial. Teve mais posse, maior presença ofensiva e conseguiu recuperar a bola rápido após a perda. Faltou, em alguns momentos, mais clareza no último passe. O América foi mais eficiente taticamente, quando teve espaço e soube explorar bolas paradas. O empate ao fim da etapa refletiu um jogo em que o Galo ditou o ritmo, mas sofreu com a falta de proteção em transições e com ajustes defensivos ainda em construção.

Reação tardia, ajustes corretos e mais um empate frustante

O segundo tempo começou com o América mais agressivo. O time adiantou as linhas, ganhou o meio-campo e passou a rondar a área de Everson com mais frequência. O Atlético, por sua vez, encontrou dificuldades para sair jogando e buscou os espaços diante de um bloco defensivo mais compacto do rival.

Aos 12 minutos, Jorge Sampaoli mexeu no ataque. Rony e Cuello, discretos na partida, deixaram o campo para as entradas de Hulk e Dudu. A mudança buscou mais força física, retenção de bola e presença na área.

Mesmo assim, o América seguiu melhor por alguns minutos. O Atlético sofreu com os espaços no setor central e demorou a ajustar a recomposição. A leitura do treinador foi rápida. Reinier e Victor saíram para as entradas de Maycon e Bernard, reforçando o meio-campo e dando mais equilíbrio ao time.

Aos 28 minutos, o Atlético teve nova baixa. Vitor Hugo sentiu a coxa e precisou ser substituído por Renan Lodi. Com a alteração, o Galo passou a atuar com a tradicional linha de quatro defensores, ganhando mais segurança pelos lados.

A arbitragem voltou a ser protagonista aos 36 minutos. Em cobrança de escanteio de Lodi, jogadores do Atlético pediram pênalti por toque de mão dentro da área. O VAR foi acionado, mas a decisão de campo foi mantida, gerando reclamação dos atleticanos.

Com as mudanças, o Atlético cresceu na reta final. Passou a controlar mais a posse, ocupou o campo ofensivo e empurrou o América para trás. Faltou, porém, transformar o volume em chances claras de gol.

Nos minutos finais, a chuva forte mudou o cenário do jogo. O gramado pesado dificultou a troca de passes, e o Atlético foi para o tudo ou nada. Já nos acréscimos, aos 48 minutos, o América encaixou um contra-ataque rápido com Yarlen pela esquerda. Ele finalizou de fora da área, Everson espalmou, e Everton Brito, no rebote, acertou a trave.

O Atlético demorou a ajustar o meio-campo e sofreu enquanto o América teve mais perna e intensidade. As substituições de Sampaoli foram determinantes para reequilibrar o jogo, especialmente com Maycon e Bernard, que deram mais controle e circulação à bola. O time cresceu no fim, mas voltou a esbarrar na falta de efetividade.

O empate manteve o Atlético na terceira posição do Grupo A, com quatro pontos. No domingo (25), o time enfrenta o Cruzeiro, às 18h, na Arena MRV.

Estatísticas da partida

Gols: Gabriel Barros (aos 14 minutos do primeiro tempo) e Reinier (aos 29 minutos do primeiro tempo);

Posse de bola: América 35% x 65% Atlético;

Finalizações: América 17 x 10 Atlético;

Finalizações certas: América 3 x 1 Atlético;

Desarmes: América 7 x 10 Atlético;

Interceptações: América 8 x 5 Atlético;

Recuperações de bola: América 30 x 34 Atlético;

Faltas: América 17 x 19 Atlético;

Total de passes: América 240 x 461 Atlético;

Cartões amarelos: Ruan (aos 16 minutos do primeiro tempo), Jorge Sampaoli (aos 42 minutos do primeiro tempo), Alberto Valentim (aos 42 minutos do primeiro tempo), Artur (aos 7 minutos do segundo tempo), Emerson (aos 31 minutos do segundo tempo) e Gustavo (aos 44 minutos do segundo tempo).


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