Nosso Palestra
·30 de novembro de 2025
‘Brasileiro e Libertadores mostram ao Palmeiras que títulos grandes precisam de protagonistas’

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·30 de novembro de 2025

O Palmeiras derreteu na reta final da temporada e perdeu os títulos do Brasileiro e da Libertadores. Em um ano de transição, o elenco limitado tecnicamente foi um fator decisivo para ficar atrás do mesmo adversário.
O Palmeiras pagou caro por atletas medianos. Vitor Roque e Andreas Pereira são as exceções. A visão de mercado na busca por retornos esportivos e financeiros é diferente do maior concorrente, sempre à procura de jogadores prontos e protagonistas. Vale lembrar que durante 2025 chegaram contratações provenientes dos Estados Unidos, Dinamarca e Rússia.
Trazer coadjuvantes a preços exorbitantes onera qualquer orçamento bilionário. A derrota em Lima mostrou isso. As substituições reforçaram o que ocorreu na maior parte da temporada: o banco de reservas que não funciona quando acionado.
Abel Ferreira reconheceu a vitória da experiência, mas manteve a postura de que não mudará o perfil de contratados, o que é um erro. Esse sistema do Palmeiras não se sustenta até porque as maiores vendas são provenientes com garotos da base. Richard Ríos é o único diferente.
Por mais que tenha opinião importante no processo de chegadas e saídas, a palavra final não pode ser de Abel. Leia Pereira e Anderson Barros, há anos reféns do treinador com medo que ele vá embora, precisam entender que títulos grandes são conquistados com jogadores grandes.
O Palmeiras de hoje não é para Khellven, Facundo Torres, Ramón Sosa, Micael… É muito pouco. E caro! O primeiro caminho para voltar a vencer é contratar quem está acostumado a vencer. Trazer um nota seis a preço de nota nove é o pior investimento e nenhuma receita bilionária se sustenta desta forma.
O Palmeiras perdeu a chance de ser o primeiro tetra paulista superando os três rivais, desperdiçou a oportunidade de ser o brasileiro com mais títulos da Libertadores, além de jogar fora a sequência vitoriosa dos últimos anos.
Jamais o clube conseguiu vencer por seis anos seguidos e terminará a temporada sem nada. Para piorar, foi eliminado pelo principal rival duas vezes em 2025, o que jamais havia acontecido em 108 anos no Dérbi.
A palavra da moda é a famosa “narrativa”. Internamente, o clube fará questão de destacar os “feitos”, mas o copo é muito mais vazio do que cheio.
Ainda faltam dois jogos e mais uma marca negativa pode estar a caminho. O jejum atual de seis partidas sem vencer igualou as séries de 2021 e 2023 com Abel Ferreira. Caso não vença contra o Atlético-MG, no compromisso para cumprir tabela, será o maior período consecutivo sob o comando da comissão técnica portuguesa.
Enquanto o Palmeiras definha no final da temporada, tudo parece ter sido maravilhoso em 2025, especialmente para a presidente que não conquistou dois tetras porque está interessada no tri do mandato dela, algo proibido no estatuto do clube.









































