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·24 de janeiro de 2026
Com maior orçamento da história, Flamengo reapresenta a base para 2026

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·24 de janeiro de 2026

Na última sexta-feira (23), cerca de 150 profissionais do Flamengo, desde a categoria sub-6 até a sub-20, se reuniram no Salão Nobre da Gávea para o início do planejamento da base para 2026.
Liderado pelo vice-presidente Fábio Palmer e pelo diretor Alfredo Almeida, o encontro serviu para alinhar o discurso da nova filosofia rubro-negra, que promete deixar de lado a obsessão por títulos nas categorias de base para ter como foco principal a formação de craques.
Em seu discurso, Fábio Palmer trouxe uma novidade que animou os presentes. Seguindo as diretrizes do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap), o investimento financeiro na base será sem precedentes.
"A partir deste ano teremos o maior orçamento de base da história do Flamengo, em termos de investimento. Nunca se investiu tanto nesta área. Vamos dar todo o suporte em termos de infraestrutura, qualidade de trabalho, orçamento... É claro que quanto mais a gente dá, mais a gente exige", afirmou Palmer.
No entanto, o VP ressaltou que a exigência não será por troféus imediatos, mas pela recuperação do DNA formador do clube, que nos últimos anos revelou poucos nomes de impacto mundial após a venda de Vini Jr.
"O maior legado que essa gestão pode deixar para o clube não é no futebol profissional. É na base. (...) Ganhar é importante para criar uma mentalidade vencedora. No entanto, mais importante do que isso é formar o atleta, o ser humano", completou.
A mudança de filosofia passa diretamente pela visão do diretor de futebol profissional, José Boto. Em sua apresentação, ainda em 2025, o dirigente foi crítico ao modelo que prioriza a força física e a tática rígida em detrimento do talento natural brasileiro.
"Vocês estavam bem, foram copiar a Europa e neste momento estão mal. Não produzem tanto talento quanto há 10, 30 anos. (...) Na Europa, viemos aqui para buscar coisas boas que vocês faziam na base. É fundamental mudar a forma como se formam jogadores no Brasil", diagnosticou Boto.
Essa mentalidade agora é implementada na prática por Alfredo Almeida, braço direito de Boto, que assumiu o comando da base. O objetivo é retomar o drible, a criatividade e a liberdade técnica, mesmo que isso custe resultados esportivos a curto prazo, como a própria diretoria já alertou que 2026 pode ser um ano de "seca" de títulos na base.
O planejamento já está em execução. O clube reduziu o número de atletas na base de 400 para cerca de 250, dispensando "jogadores-problema" e nomes que não se encaixavam na nova cultura de esforço e responsabilidade. Recentemente, heróis de títulos passados, como Felipe Teresa (autor do gol do título mundial sub-20), tiveram seus contratos rescindidos.
Em contrapartida, o Flamengo investe em captação pontual de joias entre 15 e 17 anos. Nomes como Raimundo (Vila Nova), Samuel (Ferroviária) e Pedro Henrique (Palmeiras) chegaram recentemente com custo baixo e alto potencial de retorno, dentro da estratégia de ações citada por Bap: comprar barato para revender caro se o talento desabrochar.
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