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·28 de setembro de 2026

Emily Lima analisa arbitragem em derrota do Corinthians e cobra controle emocional das Brabas

Imagem do artigo:Emily Lima analisa arbitragem em derrota do Corinthians e cobra controle emocional das Brabas
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

A arbitragem e o comportamento emocional das jogadoras estiveram entre os assuntos abordados por Emily Lima após a derrota do Corinthians por 2 x 1 para o São Paulo, no último sábado (26), na Neo Química Arena. Depois do primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino, a treinadora comentou decisões tomadas durante o Majestoso e destacou a necessidade de as Brabas controlarem as reações em campo para evitar prejuízos à equipe.

O Corinthians abriu o placar com Gabi Zanotti, mas sofreu a virada e deixou a Neo Química Arena em desvantagem na decisão. Durante a partida, alguns lances provocaram reclamações do lado alvinegro, especialmente por possíveis infrações dentro da área são-paulina.


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Foto: ©Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians

Uma das situações ocorreu aos 15 minutos do segundo tempo, quando o confronto ainda estava empatado. Jaqueline disputou uma jogada com Giovanna Crivelari, caiu na área e pediu pênalti. A arbitragem aguardou a análise do VAR, mas não foi chamada ao monitor para rever o lance.

Na entrevista coletiva após a partida, Emily revelou ter procurado as imagens antes de conversar com os jornalistas. A técnica afirmou que seu principal incômodo está na diferença de procedimentos adotados pelo VAR em situações que considera semelhantes.

“Antes de vir para a coletiva, eu sempre busco me informar de tudo do jogo rapidamente e fui buscar os lances. Quem estava no VAR hoje (Elizabete Esmeralda Cordeiro dos Santos Gomes) é uma grande amiga nossa, temos muitas amigas árbitras. O ‘não chamar’ é o que nos gera incômodo, porque ela está tomando a decisão dela, quem está no VAR. Eu acho que no lance aqui, contra o Bahia, foi um lance muito parecido com o que aconteceu lá com a Thaís Ferreira. Aqui eles chamaram, lá eles não chamaram. Eu não gosto de falar de arbitragem, eu acho que a gente tem que fazer o nosso papel dentro de campo, mas se a gente for pontuar o que aconteceu com a arbitragem em momentos pontuais nossos…”, opinou Emily.

Corinthians já havia enviado material sobre arbitragem

A comparação feita pela treinadora passa pelo segundo jogo da semifinal do Brasileirão Feminino, diante do Bahia. Na ocasião, Thaís Regina recebeu cartão vermelho após uma entrada e ficou suspensa da primeira partida da decisão contra o São Paulo.

Emily revelou que o Corinthians chegou a encaminhar um material relacionado à arbitragem. Apesar disso, a treinadora defendeu que a equipe concentre suas energias no próprio desempenho e procure não permitir que decisões externas afetem o comportamento das atletas.

“A gente já enviou um material. Eu não sei se é bom ou não, parece que é pior enviar essas coisas, mas a gente enviou. Elas voltam mais reativas. Então a gente tem que ficar à mercê dessa situação. Porque ela tenta controlar o jogo da melhor forma possível, mas eu acho que a gente tem que passar por isso, pensar em garantir o nosso trabalho dentro de campo e esquecer um pouco da arbitragem, porque elas tiram a nossa paciência”, contou a treinadora das Brabas.

Outro momento que provocou reclamações ocorreu ainda no primeiro tempo. Aos 43 minutos, Karla Alves cobrou uma falta rapidamente nos pés de Gi Fernandes, mas a arbitragem determinou que a cobrança fosse repetida. No banco de reservas, Andressa Alves protestou contra a decisão e recebeu cartão amarelo.

Cartão de Andressa Alves influenciou decisão de Emily

A advertência recebida ainda no banco também interferiu nos planos da comissão técnica para a sequência da final. Andressa entrou somente aos 42 minutos do segundo tempo, e Emily explicou que o cartão amarelo foi considerado antes de colocar a atacante em campo.

Para a treinadora, a competitividade das atletas precisa estar acompanhada de controle emocional, principalmente em partidas decisivas. Emily utilizou os casos de Andressa e Thaís Regina para exemplificar situações em que uma reação pode afetar não apenas uma jogadora, mas todo o planejamento da equipe.

“A gente tem que ter essa vontade, mas não extrapolar. A Andressa toma um amarelo no banco de reserva e aí nossa cabeça pira. ‘A gente coloca, não coloca, porque o jogo é pilhado, se ela precisar fazer uma falta, ela vai precisar fazer’. Temos que pensar num todo e isso não pode atrapalhar. Ela tem que vir para motivar e estar sempre pilhada no jogo sim, mas tem um limite, porque senão acaba prejudicando o todo. O lance da Thaís Regina no jogo é que ela está pilhada e acaba passando um pouco do ponto. Então acho que é muito mais ter esse controle emocional. Por mais que a gente conheça elas e elas queiram todo o tempo, é um reflexo natural no treinamento, isso acontece, mas precisa desse controle para que a gente não perca ninguém no momento de dificuldade que foi o que aconteceu. Então a gente pensa e espera que nada aconteça, já entrando amarelada no jogo”, concluiu Emily Lima.

Corinthians precisa reverter vantagem no MorumBIS

Depois do resultado na Neo Química Arena, o Corinthians terá de buscar a reação como visitante para conquistar mais um título brasileiro. A partida de volta acontece no próximo sábado (3), às 16h30 (de Brasília), no MorumBIS.

Com a derrota por 2 x 1 na ida, as Brabas precisam vencer por dois ou mais gols de diferença para levantar a taça no tempo regulamentar. Uma vitória corinthiana por um gol de vantagem leva a decisão para os pênaltis. Em caso de empate ou nova derrota, o título fica com o São Paulo.

Além da necessidade de reverter o placar, o confronto marcará uma situação inédita na trajetória alvinegra na competição: pela primeira vez, o Corinthians disputará o jogo decisivo de uma final do Campeonato Brasileiro Feminino fora de casa.

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