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·12 de setembro de 2026
FC Porto rejeitou 60 milhões do Manchester City por Hulk em 2011

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Hulk revisitou a passagem pelo FC Porto e revelou que o Manchester City chegou aos 60 milhões de euros pelo seu passe, em 2011, sem conseguir convencer os dragões. O internacional brasileiro recordou ainda as circunstâncias que o levaram a escolher o Zenit no ano seguinte, depois de uma proposta de renovação portista. No centro da memória ficou uma certeza: “não me queriam vender”.
Ao olhar para quatro anos no FC Porto, Hulk descreveu um ciclo de afirmação colectiva e de decisões firmes do clube no mercado. A conquista da Liga Europa e o campeonato nacional invicto surgem como o pano de fundo de uma temporada que, para o brasileiro, também deixou escapar uma porta aberta para Inglaterra.
Questionado sobre as possibilidades de transferência durante a experiência no Dragão, Hulk explicou que a permanência não foi uma ausência de interessados. Pelo contrário, o avançado sentiu repetidamente a vontade do FC Porto em segurá-lo.
“Passei quatro anos no FC Porto e, em todas as janelas de transferências, tive a possibilidade de me transferir para Inglaterra, só que seguraram-me sempre e reforçavam que não me queriam vender.”, afirmou. “Em 2011, ganhámos a Liga Europa, fomos campeões nacionais invictos, fizemos aquele ano espetacular e o FC Porto vendeu o Falcao para o Atlético de Madrid. Logo a seguir, recebeu uma proposta de 60 milhões de euros do Manchester City para me vender e não me quis vender. O clube respondeu que não, porque tinha acabado de vender o Falcao e não precisava de fazer mais dinheiro. Eu só soube disso depois”.
O episódio ganha peso pela dimensão da proposta e pelo momento desportivo que Hulk associa à equipa. Na sua leitura, a recusa não resultou da falta de mercado, mas de uma opção do FC Porto em não desfazer de imediato uma estrutura acabada de celebrar uma época marcante.
A saída para o Zenit, concretizada em 2012, apareceu mais tarde como a mudança de ciclo que o jogador acabou por aceitar. Hulk contou que a situação do mercado e a descoberta tardia da proposta inglesa ajudaram a inclinar uma decisão ponderada.
“Acho que o Villas-Boas foi para o Tottenham ou Chelsea e tentou levar o João Moutinho e o Álvaro Pereira, mas não os conseguiu contratar e fechou a janela de transferências na Europa. O mercado na Rússia ainda durava mais uma semana e eu era o único jogador que tinha uma proposta para o Zenit.”, explicou. “Pensei muito, porque já tinha também uma proposta de renovação do FC Porto. Foi nessa altura que fiquei a saber da proposta do ano anterior do Manchester City e descobri que não me venderam para a Inglaterra. Então, pensei que era o momento de sair. Ia jogar a Liga dos Campeões e decidi tentar um futebol diferente”.
Entre uma renovação em cima da mesa e a possibilidade de competir num contexto novo, Hulk identificou no Zenit o passo seguinte. A revelação sobre o Manchester City não apagou a ligação ao FC Porto, mas ajudou-o a interpretar de outra forma o momento em que decidiu partir.
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