Portal dos Dragões
·18 de setembro de 2026
Foi há 30 anos que o FC Porto goleou o Benfica na Luz para a Supertaça: “Mágico e inesquecível”

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Passam hoje 30 anos sobre a maior goleada do FC Porto em casa de um dos grandes rivais lisboetas. A 18 de setembro de 1996, os dragões venceram o Benfica por 5-0, no antigo Estádio da Luz, na segunda mão da Supertaça, depois de terem triunfado por 1-0 no Estádio das Antas. Artur inaugurou o marcador aos 3 minutos, Edmilson aumentou a vantagem aos 43’, Jorge Costa fez o terceiro logo no reatamento, aos 46’, Wetl marcou aos 57’ e Drulovic fechou a contagem aos 85’. Mário Jardel só entrou aos 60 minutos.
Foi uma noite memorável para o FC Porto, então orientado por António Oliveira, que nesse verão sucedera a Bobby Robson no comando da equipa bicampeã nacional. Artur, autor do primeiro golo, recordou ao Record aquela exibição “mágica e inesquecível”.
“Esse jogo aconteceu logo a seguir à nossa vitória em San Siro, para a Champions. Foi um jogaço muito perto da perfeição, foi um dos melhores jogos que fiz com a camisola do FC Porto, melhor só mesmo em Milão. A grande lembrança que tenho desse jogo foi o facto de no final ter sido cumprimentado e recebido os parabéns de Eusébio, para mim foi algo espetacular”, contou o antigo avançado, agora com 56 anos, recordando o seu golo e o passe para o segundo tento.
“Marquei o primeiro golo nesse jogo e logo frente ao melhor guarda-redes que defrontei na minha carreira, que foi o Michel Preud’Homme, um guarda-redes fantástico, mas a verdade é que lhe marcava sempre. Noutra ocasião, nas Antas, ganhámos por 2-0 e marquei os dois golos… Voltando ao jogo da Luz, depois de ter aberto o marcador, fiz o passe para o segundo golo, marcado pelo Edmilson. Foi um canto contra nós, arranquei em direção à baliza do Benfica, deixei o Calado para trás e cruzei para o Edmilson fazer o 2-0”, lembrou Artur, com a memória bem fresca: “Ganhar ao maior rival na casa dele, por 5-0, é algo espetacular. Fiz o primeiro golo, o Edmilson o segundo, o 3-0 foi o Jorge Costa, o 4-0 foi o Wetl e depois o Drulovic. Guardo esse jogo na minha memória. Lembro-me até que joguei com a camisola 11, porque na Supertaça não estávamos com os números do campeonato. Vínhamos de uma vitória, por 1-0, nas Antas, com um passe meu para o Domingos Paciência.”
A exibição contribuiu para consolidar o estatuto de Artur entre as figuras de referência do FC Porto, algo que voltou a ficar patente durante a sua recente visita ao Estádio do Dragão, onde recebeu uma ovação de pé por parte de sócios e adeptos portistas.
“Foi algo mágico e inesquecível aquela exibição na Luz. Todas as pessoas se lembram e ainda quando passei recentemente pelo Porto, as pessoas agradeceram-me pelas alegrias que lhes proporcionei. Isso não tem preço. O meu presidente recebeu-me na sala dele, agradeci-lhe pelo convite, mas ele disse: ‘Nós é que agradecemos todas as alegrias que nos proporcionaste, essa casa vai ser sempre sua’. Ouvir isso não tem preço, receber essa homenagem é algo espetacular”, referiu o brasileiro.
Naquela partida, o FC Porto apresentou-se de início com o polaco Wozniak na baliza, enquanto Jorge Costa, João Manuel Pinto e Lula formaram o trio defensivo. À frente alinharam Sérgio Conceição, Paulinho Santos, Wetl e Fernando Mendes, com Zahovic a apoiar Edmilson e Artur. Drulovic, Jardel e Rui Barros foram lançados a partir do banco. Lars Eriksson e Barroso permaneceram entre os suplentes e não foram utilizados por António Oliveira.















