Jogada10
·17 de fevereiro de 2026
“Geração 2030” desafia calma aristocrática de Ancelotti por estrelato em 2026

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·17 de fevereiro de 2026

Em ano de Copa do Mundo, a Seleção Brasileira caminha com um dilema que parece saído de um romance épico: como equilibrar o peso da tradição com a urgência da juventude. Enquanto nomes consagrados ainda ocupam posições-chave, uma nova leva começa a exigir protagonismo imediato.
Essa geração, que teoricamente teria seu auge apenas em 2030, não quer esperar: já cobra oportunidades e minutos em campo no Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México.
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção, enfrenta o desafio de equilibrar experiência e renovação. De um lado, veteranos que carregam peso histórico e liderança. Do outro, promessas que surgem com intensidade e talento, pedindo passagem. Afinal, como dar rodagem a atletas que podem ser o futuro da equipe sem comprometer o desempenho imediato?
A pressão não vem apenas dos jogadores, mas também de torcedores e analistas, que enxergam na juventude uma chance de revitalizar o estilo de jogo do Brasil. Essa nova safra, batizada de “Geração 2030”, não aceita esperar o futuro. Quer o presente. São jovens que carregam nos pés a promessa de um Brasil renovado, mas também a impaciência de quem sabe que o tempo é curto e que a glória não pode ser adiada.
Estêvão, Endrick e Rayan, três prodígios de no máximo 20 anos e, portanto, ainda com idade para defender o Brasil em competições de base, são fortes postulantes a constar na lista final de Carlo Ancelotti para a Copa-2026.
Penso que o jogador do Chelsea, que completa 19 anos em abril, já tem sua vaga assegurada pelo que mostrou nas últimas Datas-Fifa. Já o ex-Real Madrid encanta Lyon (cinco gols e duas assistências em seis partidas): eleito o melhor jogador da Ligue 1 de janeiro, pede passagem para assumir a ‘9’. E, por fim, a cria vascaína que chegou recentemente na Premier League e já marcou dois gols nos três primeiros jogos pelo Bournemouth.

Enquanto tem tempo para decidir lista final para a Copa, Carlo Ancelotti curte Carnaval do Rio na Marquês de Sapucaí – Foto: Reprodução de vídeo
Ancelotti, com sua calma quase aristocrática, precisa encontrar o ponto de equilíbrio. Até que ponto abrirá as portas para esses meninos que correm como se o mundo fosse deles sem perder a solidez que nomes experientes oferecem? E até que ponto confiará nos homens que já carregaram o peso da camisa Canarinho em batalhas passadas?
O Brasil, aliás, não leva um jogador sub-20 desde 2002, quando Kaká, aos 20 anos e quatro meses, ganhou experiência no elenco pentacampeão mundial. Portanto, justamente no ano da conquista brasileira mais recente. Além disso, recordamos o tetra em 1994 com Ronaldo, de 17 anos e que viria a se tornar Fenômeno algumas temporadas depois.
O torcedor, por sua vez, observa com esperança e ansiedade. Há quem veja na juventude a centelha capaz de reacender o fogo da Seleção. E também há quem tema que a ousadia precoce custe a solidez necessária em um torneio tão implacável.
No fundo, a história que se desenha é a de uma transição inevitável. A “Geração 2030” já não é apenas promessa: é realidade pulsante, batendo à porta da Copa de 2026. E cabe a Ancelotti decidir se o futuro começa agora ou se ainda precisa esperar mais alguns capítulos.
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