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·06 de fevereiro de 2026
Guardiola reafirma direito de protestar contra guerras: “Condeno a morte de inocentes”

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·06 de fevereiro de 2026

O técnico do Manchester City, Pep Guardiola, reiterou nesta sexta-feira seu posicionamento crítico contra os conflitos globais. Em resposta às críticas da comunidade judaica de Manchester, o treinador afirmou que continuará se manifestando sempre que “inocentes forem mortos”. Para o espanhol, o cargo de técnico não o impede de expressar sentimentos humanitários diante de tragédias mundiais.
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Guardiola ressaltou que sua indignação não é política, mas em defesa da vida. Ele citou nominalmente o genocídio na Palestina e as guerras na Ucrânia, Rússia e Sudão. “Não disse que um país é mais importante que outro. Condeno todos os conflitos onde civis sofrem”, insistiu, rebatendo a ideia de que deveria se limitar apenas ao futebol.
As declarações recentes do técnico, incluindo um discurso em Barcelona em prol de crianças palestinas, geraram reações mistas. O Conselho Representativo dos Judeus de Manchester criticou a postura de Guardiola, alegando que falas do tipo podem alimentar o antissemitismo. O órgão também cobrou falta de apoio público após um atentado terrorista ocorrido em uma sinagoga local em 2025.
Apesar da pressão, Pep manteve-se firme, destacando que respeita opiniões divergentes, mas não abrirá mão de sua voz. O caso levanta, mais uma vez, o debate sobre o papel social de grandes figuras do esporte em temas sensíveis. Dentro de campo, o Manchester City segue focado na Champions League, enquanto o treinador lida com a repercussão de suas falas fora das quatro linhas.








































