Portal dos Dragões
·21 de setembro de 2026
“O plantel mais valioso de sempre”, destaca Villas-Boas sobre o FC Porto

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André Villas-Boas, presidente do FC Porto, voltou a abordar a recuperação financeira do clube num evento promovido este fim de semana por Diego Ribas, antigo jogador dos dragões. O dirigente recordou as dificuldades encontradas à chegada, explicou as decisões tomadas e apontou as transferências de jogadores como o caminho para a estabilização económica. Sobre o valor desportivo acumulado, garantiu: “Agora o FC Porto tem o plantel mais valioso de sempre da sua história, 425 milhões.”
Perante o cenário que traçou, André Villas-Boas apresentou uma narrativa em duas fases: primeiro, a resposta imediata às obrigações financeiras; depois, o investimento num grupo que considera capaz de gerar o encaixe necessário para reduzir a dívida. Entre vendas já realizadas e futuras transferências, o presidente portista colocou a valorização do plantel no centro da estratégia.
Ao recordar o momento em que assumiu a liderança do FC Porto, Villas-Boas descreveu uma situação financeira particularmente exigente. A necessidade de cumprir pagamentos e de encontrar receitas levou o clube a recorrer ao mercado.
“Quando nós chegámos ao FC Porto a situação financeira era terrível, tínhamos oito mil euros na conta, tínhamos 15 milhões de euros para pagar em 15 dias e tínhamos 100 milhões de euros em quatro meses. Feito isso, chegámos a janeiro, mal no campeonato, estávamos em terceiro, e tivemos de vender jogadores.”, recordou. “Vendemos Galeno para o Al Ahli, 50 milhões, e vendemos Nico González ao Manchester City, por 60 milhões. Portanto, levantámos mais 110 milhões de euros. Contratámos um treinador de topo, jovem e ambicioso, e devolvemos ao treinador o maior mercado de sempre da história do FC Porto, ou seja, investimos 100 milhões de euros em jogadores”
O retrato feito pelo presidente liga diretamente as vendas de Galeno e Nico González à capacidade posterior de investir. Na leitura de Villas-Boas, o mercado serviu primeiro para aliviar a pressão financeira e, depois, para reconstruir valor dentro do plantel.
O passo seguinte passa por transformar esse valor desportivo em maior estabilidade económica. William Gomes, Samu, Froholdt e Diogo Costa foram apontados pelo dirigente como exemplos do talento que poderá permitir ao clube continuar a abater a dívida.
“Agora o FC Porto tem o plantel mais valioso de sempre da sua história, 425 milhões. Em princípio, dentro deste grupo de talento que temos agora, William Gomes, Samu, Froholdt, Diogo Costa, temos a resolução da parte financeira.”, afirmou. “A partir daí, das transferências destes jogadores, é que começaremos, em realidade, a continuar a abater dívida que nos permita finalmente estabilizar do ponto de vista económico”
A mensagem deixa clara a lógica seguida pela direção: valorizar ativos, concretizar transferências e canalizar essas receitas para a redução da dívida. A estabilização ainda é apresentada como um objetivo a alcançar, mas Villas-Boas entende que o atual plantel oferece os recursos necessários para lá chegar.















