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·19 de setembro de 2026
Polícia prende suspeitos de roubar e deixar na UTI ex-Diretor do São Paulo

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Polícia prende suspeitos de roubar e deixar na UTI ex-Diretor do São Paulo
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no roubo do celular do médico e ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube Marco Aurélio Cunha.
O crime aconteceu na noite de 12 de agosto, na Avenida Doutor Arnaldo, próximo à estação Clínicas do Metrô, na Zona Oeste da capital paulista. A vítima estava dentro de um táxi quando foi atacada por integrantes da chamada gangue do “quebra-vidro”.
Segundo o relato de Marco Aurélio Cunha, um criminoso quebrou o vidro do veículo e arrancou o celular que estava em sua mão. Depois do roubo, os envolvidos fugiram em direção à escadaria de acesso à estação Clínicas.
O ex-dirigente tentou correr atrás dos suspeitos, mas caiu na escada do metrô e sofreu fraturas nas costelas.
Marco contou que precisou passar por cirurgias no tórax para a colocação de placas. Em publicação nas redes sociais, classificou o episódio como extremamente doloroso e criticou a violência na cidade de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele fraturou cinco costelas.
Os dois homens foram encaminhados à 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Cargas (2ª DISCCPAT), unidade ligada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
A dupla foi indiciada por crimes relacionados ao ataque. Um dos investigados foi preso em flagrante depois que os policiais encontraram dois celulares furtados com ele.
O segundo suspeito foi liberado após o indiciamento e deverá responder ao processo em liberdade. As identidades dos investigados não foram divulgadas pelas autoridades.
O celular de Marco Aurélio não foi localizado com os suspeitos.
A Polícia Civil continua investigando o caso para identificar o possível receptador do celular e recuperar o aparelho.
As autoridades também apuram a participação dos suspeitos em outros ataques cometidos pelo grupo especializado na modalidade “quebra-vidro”.
A técnica consiste em quebrar o vidro de veículos, geralmente parados no trânsito ou próximos a cruzamentos, para roubar celulares, bolsas e outros objetos deixados à vista.
Após o crime, Marco Aurélio Cunha publicou um vídeo relatando o assalto e as consequências físicas da queda.
O ex-dirigente pediu leis mais rigorosas para casos desse tipo. Segundo ele, a ocorrência não deve ser tratada apenas como furto, pois envolve violência física e psicológica contra as vítimas.
“Que as leis sejam mais rigorosas para que não saia tão fácil. Crimes que não são só furtos, são agressões às pessoas, agressão física e agressão psicológica”, afirmou.
O caso também reacendeu o alerta sobre a atuação das gangues que atacam motoristas e passageiros em diferentes regiões da capital paulista.
Marco Aurélio Cunha é médico, comentarista esportivo e ex-dirigente do São Paulo. Ele já ocupou funções no departamento de futebol do clube e é conhecido pela atuação nos bastidores do Tricolor.
O ex-dirigente também mantém ligação com o São Paulo como conselheiro e costuma participar de debates sobre futebol e gestão esportiva.

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