Portal dos Dragões
·22 de setembro de 2026
Villas-Boas responde a Marco Silva e Rui Costa: “É frustração normal de um jogo que não lhes correu bem”

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André Villas-Boas respondeu a Marco Silva e Rui Costa depois do triunfo do FC Porto no clássico disputado no Dragão. À entrada para os Portugal Football Globes, o presidente portista enquadrou as críticas do treinador e do presidente do Benfica como consequência de um resultado adverso e defendeu a atuação da equipa de arbitragem. Sobre a polémica, garantiu: “Há pouco mais a dizer.”
Perante os jornalistas, André Villas-Boas colocou o trabalho do FC Porto no centro da resposta, contrapondo o percurso da equipa às queixas dos responsáveis encarnados. O dirigente reiterou também a posição crítica do clube sobre o Conselho de Arbitragem, sem estabelecer uma relação entre esse diferendo e o desfecho do clássico.
Ao reagir às palavras de Marco Silva, Villas-Boas atribuiu o tom do treinador do Benfica à frustração pela derrota no primeiro clássico desde a chegada ao futebol português. O presidente portista recusou, assim, que as críticas retirassem mérito ao caminho feito pelo FC Porto.
“São frustrações normais de um treinador que chega ao futebol português e perde o primeiro clássico. Enquadra-se na frustração de um jogo que não correu bem. Procura arranjar motivações para o resultado. O FC Porto tem feito o seu caminho, é o único que tem tido uma posição séria sobre o Conselho de Arbitragem.”, afirmou. “Defendemos a suspensão do presidente do Conselho de Arbitragem. Luciano Gonçalves tem direito a proteger o seu bom nome e assim fará, Duarte Gomes terá as suas alegações sobre o caso, no entanto, o FC Porto tem experimentado, esta época, várias decisões que são difíceis de compreender, mas tem atingido as suas vitórias fruto do seu trabalho. Exemplos? Basta ver os jogos do FC Porto e as decisões revertidas pelo VAR”
A resposta separa dois planos: a contestação institucional do FC Porto aos responsáveis pela arbitragem e o rendimento alcançado dentro de campo. Villas-Boas procurou deixar claro que as vitórias portistas resultam do trabalho da equipa, apesar das decisões que considera difíceis de compreender.
As queixas de Rui Costa sobre uma eventual dualidade de critérios mereceram uma réplica mais incisiva. Villas-Boas recuperou um episódio da época anterior, apontou para o registo do FC Porto e remeteu para o presidente do Benfica a explicação concreta das críticas.
“Tem um episódio curioso no ano passado no Estádio D. Afonso Henriques, entre Sudakov e um jogador do V. Guimarães… Não sei se é a essa dualidade de critérios que se está a referir. A estatística que conheço é que o FC Porto tem 21 pontos e sete vitórias em sete jogos. Dualidade de critérios? Tem de perguntar ao próprio.”, sublinhou. “Cabe ao presidente do Benfica fazer a defesa do que acha bem ou mal. Falem com ele. Acho que foi uma grande arbitragem. Pela primeira vez, tirando maior parte dos microfones que aqui estão, temos unanimidade relativamente às decisões da arbitragem. Há pouco mais a dizer. Quando são unânimes, onde se querem agarrar mais?”
A posição do presidente portista ficou, deste modo, fechada em dois argumentos: a avaliação positiva da arbitragem e a ausência de divergências relevantes sobre as decisões tomadas. Mais do que prolongar a controvérsia, Villas-Boas devolveu aos responsáveis do Benfica o ónus de sustentarem as próprias acusações.















