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·08 de junho de 2026
Guia da Copa do Mundo: tudo o que você precisa saber sobre o Grupo B

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Seguimos analisando a fundo os grupos da próxima Copa do Mundo. Chegou a vez do Grupo B, que à primeira vista pode parecer pouco empolgante, mas tem vários pontos de interesse. Este é um grupo marcado por um claro contraste competitivo: tem um dos candidatos europeus mais regulares da última década, uma seleção que volta com a ambição de finalmente chegar ao mata-mata, um país que vai disputar o torneio em casa pela primeira vez e uma equipe que garantiu vaga depois de acabar com as aspirações da tetracampeã Itália.
Suíça, Catar, Canadá e Bósnia e Herzegovina querem dar um passo adiante na competição, mas há uma equipe que larga claramente como favorita. A força da seleção suíça é incontornável. As 12 participações anteriores da Suíça em Copas do Mundo são mais do que as das outras três seleções juntas - Canadá (2), Catar (1) e Bósnia e Herzegovina (1). Uma diferença que mostra bem o contraste.
Apesar do favoritismo da Suíça, a briga pela classificação promete ser acirrada. O Canadá carrega o peso de uma seleção que só há pouco tempo descobriu o futebol de alto nível. A Bósnia, por sua vez, quer fazer bonito na "Última Dança" de Edin Dzeko, um dos maiores ídolos da história do futebol do país. O Catar, de Lopetegui, quer mostrar evolução em relação à participação de 2022. Uma coisa é certa: há muitas histórias em aberto para serem escritas.
Número de participações: 12
Melhor campanha: quartas de final (1934, 1938, 1954)
Esta é a 13.ª participação da Suíça em uma Copa do Mundo. Com ela, ganha força a promessa de que esta geração será finalmente capaz de superar a ‘maldição’ que vem desde 1954: a equipe helvética quer voltar às quartas de final – um feito que não alcança há 72 anos.
A La Nati chega a este torneio como uma das seleções mais sólidas do futebol europeu, sustentada pela mesma base que chegou às quartas de final da Euro 2024 - quando caiu na ‘loteria’ dos pênaltis diante da Inglaterra. As opções na lista de convocados para este novo desafio voltaram a priorizar a continuidade, já que 17 dos jogadores chamados estiveram no Catar em 2022. Essa aposta na estabilidade tem tornado a Suíça um adversário difícil de bater.
No cargo desde setembro de 2021, ele transformou a Suíça em uma equipe com identidade tática marcada pela organização e difícil de surpreender. O treinador de 50 anos construiu sua carreira em clubes suíços, tendo conquistado dois títulos nacionais com o FC Basel – 2012/13 e 2013/14. Seu sistema preferido é o 3-4-2-1 flexível, em que a saída de bola passa pelos zagueiros. Pode não ser o treinador mais carismático do torneio, mas é um dos mais metódicos.
O capitão e o ‘coração’ desta seleção suíça há mais de uma década. Com mais de 140 jogos pela seleção - um recorde absoluto na La Nati -, Xhaka chega a esta Copa com a experiência de três participações anteriores. Depois de uma longa trajetória no Arsenal, Xhaka trocou Londres pelo Sunderland, onde se tornou peça fundamental na subida do clube à elite do futebol inglês. Apesar das funções ligeiramente diferentes na seleção, há algo que não muda... a bola sempre passa por ele na primeira fase da construção.
Filho de pais angolanos e congoleses e com apenas 20 anos, Manzambi já é um dos meio-campistas mais promissores da Bundesliga. O jovem do Freiburg estreou na seleção principal em junho de 2025 e rapidamente se tornou titular absoluto, somando já 11 jogos e três gols. Nesta temporada, foi decisivo na impressionante campanha europeia do clube, marcando até um gol importante na semifinal da Liga Europa, diante do SC Braga. A Copa do Mundo chega em um momento de pico da forma do poderoso meio-campista. Vale acompanhar de perto.
Número de participações: 1
Melhor campanha: Fase de grupos (2022)
O Catar volta ao maior palco do futebol mundial com a missão de ‘afastar os fantasmas’ da primeira participação. Em 2022, a seleção catari se tornou a segunda da história a ser eliminada na fase de grupos como anfitriã, somando três derrotas em três jogos.
Desta vez, o país do Oriente Médio se classificou por mérito esportivo (e não por ser o organizador), terminando em primeiro lugar no seu grupo nas eliminatórias asiáticas. Ainda assim, vale destacar a falta de grandes nomes no elenco. O grupo é, em sua quase totalidade, formado por atletas da liga do Catar, com pouca experiência em grandes palcos. Resta saber se veremos um Catar mais empolgante desta vez.
Dentre os convocados, estão dois brasileiros: Lucas Mendes, zagueiro de 35 anos ex-Coritiba, e Edmilson Júnior, atacante de 31 anos que também tem nacionalidade belga.
O treinador espanhol comandou equipes como Real Madrid e Porto. A grande campanha foi na conquista da Liga Europa na temporada 2019/20, à frente do Sevilla.
Vale lembrar que Lopetegui chegou a ser o técnico da Espanha até a véspera da Copa de 2018, quando foi demitido por aceitar o cargo no Real Madrid durante a competição. Em relação ao seu método de trabalho, o treinador é conhecido pelo estilo meticuloso, que valoriza a organização defensiva e a disciplina posicional. É um treinador que privilegia o controle da posse de bola, em vez de um jogo mais direto.
A verdade é que a chegada de Lopetegui em maio de 2025 deu um novo impulso à seleção. O treinador espanhol reorganizou a equipe, deu uma estrutura mais rígida e apostou na continuidade dos jogadores que fizeram a campanha de classificação. Um trabalho muito positivo até aqui.
Para muitos, o melhor jogador asiático da sua geração. Aos 29 anos, o atacante do AlSadd é o nome mais conhecido do futebol catari e um dos principais responsáveis pela classificação da seleção para esta Copa.
Eleito o melhor jogador da Copa da Ásia de 2023, Afif é um ponta rápido, com grande capacidade de finalização. Na última temporada, o camisa 10 somou 19 gols e 19 assistências em 36 jogos pelo clube. A verdade é que, no cenário europeu, seu nome ainda é pouco conhecido, mas dentro dessa realidade periférica, Afif é idolatrado por muitos torcedores atentos ao esporte. Será que ele finalmente vai entrar no radar internacional?
Com apenas 22 anos, o meio-campista do Al Shamal é uma das grandes apostas para o futuro do futebol catari. Presença frequente nas convocações, Almanai faz parte de uma nova leva de jogadores formados no país do Golfo que não viveram a pressão de 2022. Dono de excelente leitura de jogo, o jovem consegue ligar de forma exemplar os setores mais recuados aos mais avançados do campo. Ainda com poucos minutos na seleção principal, este pode ser o seu grande palco de afirmação.
Número de participações: 2
Melhor campanha: fase de grupos (1986; 2022)
Será a terceira participação do Canadá em uma Copa do Mundo e, de longe, a mais cercada de expectativa. Pela primeira vez, os canadenses jogarão em casa, com a edição de 2026 sendo organizada em conjunto com os EUA e o México. Um fator que pode ser decisivo para fazer esquecer as campanhas anteriores: nas duas participações anteriores, em 1986 e 2022, o Canadá somou... zero pontos. Mas a geração atual tem potencial para mudar isso.
O elenco tem qualidade real para ir longe, com nomes de peso internacional, como Alphonso Davies e Jonathan David, da Juventus, um centroavante que foi destaque anteriormente pelo Lille. Com 39 gols marcados pela seleção, o atacante da Juventus é o maior artilheiro da história do futebol canadense. Há uma clara vontade de ir mais longe e os ingredientes para isso existem.
O estadunidense de 52 anos não é um nome novo no futebol europeu. Formado no estilo Red Bull de jogo intenso e pressão alta, Marsch passou por NY Red Bulls, RB Salzburg e RB Leipzig antes de seguir para uma aventura na Inglaterra.
Os resultados no Leeds United não foram os esperados e, por isso, o treinador deixou o clube antes do rebaixamento. Desde que chegou ao projeto mais recente, a evolução do grupo tem sido notável, com uma equipe de personalidade, que não precisa de muitos toques na bola para se aproximar do gol adversário.
O jogador mais midiático desta seleção e um dos atletas mais rápidos do mundo. Aos 25 anos, Alphonso Davies chega à Copa ainda se recuperando de uma lesão grave na coxa esquerda, sofrida em maio, nas semifinais da Liga dos Campeões contra o PSG. Ainda assim, Marsch garantiu que o craque estará pronto para atuar ao longo da Copa, apesar de ser desfalque na estreia contra a Bósnia nesta sexta.
Apesar de atuar como lateral no Bayern, Davies joga mais avançado na seleção e é fundamental na dinâmica ofensiva, criando muitos desequilíbrios com movimentações agressivas. Com Tajon Buchanan à sua frente, a dupla promete dar muito trabalho aos adversários diretos. Se conseguir superar a adversidade física, pode ser a grande estrela deste Grupo B.
O caminho de Promise David até os holofotes não foi nada convencional. O atacante de 24 anos passou pelas divisões inferiores da Croácia e dos EUA, com passagens depois por Malta e Estônia, antes de finalmente se firmar na Bélgica.
Nesta temporada, pelo Union Saint-Gilloise, o camisa 12 marcou 15 gols, sendo o artilheiro da equipe na campanha. O atacante tem físico imponente e se destaca pela eficiência no jogo aéreo. Tem tudo para ser uma das revelações desta Copa do Mundo.
Número de participações: 1
Melhor campanha: fase de grupos
A Bósnia e Herzegovina voltou à Copa do Mundo da forma mais dramática possível. A equipe dos Bálcãs eliminou a Itália na repescagem europeia, contrariando as previsões. Foram necessários doze anos, desde a estreia em 2014, no Brasil, para que os Zmajevi voltassem ao maior palco do futebol.
Com um Grupo B acessível, os bósnios sonham com a passagem ao mata-mata pela primeira vez em sua história. O elenco combina a experiência do capitão Dzeko com jovens talentos que vêm se destacando nos principais centros europeus. Destaque, por exemplo, para Amar Dedić, que fez uma boa campanha na temporada de estreia pelo Benfica. Sead Kolašinac, Ermedin Demirović e Haris Tabaković, por outro lado, dão consistência ao grupo.
Barbarez tem uma história peculiar. Em 2024, o treinador de 54 anos foi chamado para o cargo sem qualquer experiência anterior como técnico profissional. Ainda assim, sua personalidade forte e a autoridade como capitão da seleção ao longo de muitos anos deram ao ex-jogador o cargo de destaque.
O treinador apostou em uma abordagem física e de transições rápidas. Resultado: a campanha de classificação mais bem-sucedida da Bósnia em anos. Mesmo assim, Sergej Barbarez terá de fazer alguns ajustes nas dinâmicas implementadas, sabendo que a maior parte das seleções do grupo aposta em modelo parecido, com protagonistas mais renomados.
A última dança. Dzeko tem 40 anos e é o rosto do futebol bósnio há quase duas décadas. Doze anos depois, terá a chance de voltar à maior vitrine do futebol. Em 2014, o artilheiro marcou o primeiro gol do país em Copas do Mundo, na vitória contra o Irã.
O atacante do Schalke 04 se tornou, neste ano, o jogador mais velho a marcar na Bundesliga 2, conseguindo o acesso com os Azuis Reais. Além disso, continua sendo a principal referência ofensiva da seleção. Com Miralem Pjanić aposentado, Dzeko tem um peso ainda maior nas costas. No último grande palco da carreira, vai tentar escrever um belo capítulo final. Quem sabe, com mais alguns gols para aumentar o currículo.
Nasceu na Suécia, mas escolheu representar a Bósnia e Herzegovina. Aos 23 anos, o volante se tornou peça-chave do Brøndby IF, depois de passagens por Roma e Ajax. Fisicamente imponente - com 1,91 cm -, o camisa 8 combina poder de marcação no meio-campo com qualidade técnica acima da média.
Tahirovic tem sido alvo do interesse de vários gigantes europeus. Segundo a imprensa internacional, até o Porto está atento às atuações do talento no futebol dinamarquês. Esta Copa pode ser o momento perfeito para provar que merece voos ainda maiores.
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